UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
A respeito da doença de refluxo gastroesofágico (DRGE) e da estenose péptica do esôfago distal, julgue o item seguinte. A DRGE é a causa mais comum de dor torácica de origem não cardíaca.
DRGE → causa mais comum de dor torácica não cardíaca.
A dor torácica de origem não cardíaca é um sintoma comum e a DRGE é a etiologia mais frequente. É crucial considerar a DRGE no diagnóstico diferencial de dor torácica após exclusão de causas cardíacas, pois o tratamento específico pode aliviar os sintomas.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. É uma das doenças gastrointestinais mais prevalentes, afetando uma parcela significativa da população adulta. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas típicos como pirose e regurgitação, mas também em manifestações atípicas e complicações graves. A fisiopatologia da DRGE envolve múltiplos fatores, incluindo disfunção do esfíncter esofágico inferior, hérnia de hiato, esvaziamento gástrico retardado e alterações na motilidade esofágica. A dor torácica de origem não cardíaca é uma das manifestações atípicas mais relevantes, sendo a DRGE a causa mais comum. O diagnóstico diferencial com condições cardíacas é fundamental, e após a exclusão de etiologias cardiovasculares, a investigação da DRGE torna-se prioritária. O tratamento da DRGE geralmente envolve modificações no estilo de vida, como dieta e elevação da cabeceira da cama, e terapia farmacológica com inibidores de bomba de prótons (IBP). Em casos refratários ou com complicações, pode ser considerada a intervenção cirúrgica. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a falta de manejo pode levar a complicações como esofagite, estenose péptica e Esôfago de Barrett, aumentando o risco de adenocarcinoma esofágico.
Além da dor torácica, a DRGE pode causar pirose, regurgitação, disfagia, tosse crônica, rouquidão e asma, sendo estas últimas manifestações extraesofágicas.
O diagnóstico de DRGE pode ser clínico, baseado na resposta a inibidores de bomba de prótons, ou confirmado por endoscopia digestiva alta, pHmetria ou impedanciometria esofágica.
É crucial diferenciar para evitar atrasos no tratamento de condições cardíacas graves e para iniciar o manejo adequado da DRGE, melhorando a qualidade de vida do paciente.
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