UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Em relação à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), analise as afirmativas seguintes. I – Os sintomas atípicos da DRGE surgem por ação lesiva no esôfago ou por reflexos induzidos por estimulação de receptores específicos, geralmente por via vagal. Entre eles, destacam-se tosse, dor torácica tipo anginosa e rouquidão. II – A endoscopia digestiva alta permite diagnosticar o refluxo gastroesofágico com especificidade acima de 90% e está indicada nos casos em que há sinais de alarme, como perda de peso e disfagia progressiva.III – A phmetria de 24h está indicada em todos os casos de DRGE. IV – Entre as medidas não farmacológicas para o controle da DRGE, apenas a elevação da cabeceira e a perda de peso tiveram significância em estudos controlados.V – Em revisões sistemáticas, o pantoprazol e o lansoprazol tiveram eficácia superior ao omeprazol no controle da pirose, da taxa de cicatrização e de recidivas dos sintomas. Estão corretas:
DRGE: Sintomas atípicos (tosse, dor torácica, rouquidão) e endoscopia para sinais de alarme (disfagia, perda de peso).
A DRGE pode apresentar sintomas atípicos que dificultam o diagnóstico. A endoscopia digestiva alta não é rotina, mas é essencial na presença de sinais de alarme. Medidas não farmacológicas como elevação da cabeceira e perda de peso são comprovadamente eficazes.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando uma parcela significativa da população e impactando a qualidade de vida. É importante para residentes devido à sua alta incidência e à necessidade de manejo adequado. A fisiopatologia envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior (EEI). Os sintomas podem ser típicos (pirose, regurgitação) ou atípicos, como tosse crônica, dor torácica não cardíaca e rouquidão, que surgem por ação lesiva direta ou reflexos vagais. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas a endoscopia digestiva alta é indicada para investigar sinais de alarme (disfagia, perda de peso, anemia) ou complicações (esofagite, estenose, esôfago de Barrett). A phmetria de 24h é reservada para casos refratários ou com sintomas atípicos sem resposta ao tratamento empírico. O tratamento inclui medidas não farmacológicas, como elevação da cabeceira da cama e perda de peso, que demonstraram significância em estudos controlados. A terapia farmacológica com inibidores da bomba de prótons (IBP) é a base do tratamento, sendo pantoprazol e lansoprazol tão eficazes quanto omeprazol, sem superioridade comprovada de um sobre o outro em revisões sistemáticas para o controle da pirose e cicatrização.
Os sintomas atípicos da DRGE incluem tosse crônica, dor torácica de origem não cardíaca, rouquidão, laringite, asma e erosão dentária, resultantes da ação lesiva do refluxo ou de reflexos vagais.
A endoscopia digestiva alta não é indicada em todos os casos de DRGE, mas é fundamental na presença de sinais de alarme como disfagia progressiva, perda de peso inexplicada, anemia, sangramento gastrointestinal ou vômitos persistentes.
As medidas não farmacológicas com comprovada eficácia em estudos controlados incluem a elevação da cabeceira da cama (para reduzir o refluxo noturno) e a perda de peso em pacientes com sobrepeso ou obesidade.
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