DRGE: Sintomas, Diagnóstico e Complicações Essenciais

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Entre as possíveis complicações da DRGE, estão a estenose esofágica, o esôfago de Barrett e o carcinoma epidermoide.
  2. B) Azia, regurgitação, disfagia e dor torácica estão entre os sintomas que podem ser atribuídos à DRGE.
  3. C) A manometria esofágica é um exame diagnóstico de distúrbios motores do esôfago e, por isso, não tem papel na avaliação do paciente com suspeita de DRGE.
  4. D) Endoscopia digestiva alta é o exame diagnóstico de escolha para DRGE e deve ser realizada em todos os pacientes, mesmo naqueles com resposta completa ao uso de inibidor de bomba de prótons no período entre 4 e 8 semanas.

Pérola Clínica

DRGE → Azia, regurgitação, disfagia, dor torácica = sintomas típicos e atípicos.

Resumo-Chave

A DRGE manifesta-se com sintomas esofágicos típicos como azia e regurgitação, mas também pode apresentar sintomas atípicos como dor torácica não cardíaca, tosse crônica e disfagia. O reconhecimento desses sintomas é crucial para a suspeita diagnóstica inicial.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, resultando em sintomas incômodos e/ou complicações. É uma das doenças gastrointestinais mais comuns, com alta prevalência na população adulta e impacto significativo na qualidade de vida. A fisiopatologia envolve principalmente a disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), hérnia de hiato, e alterações na depuração esofágica e resistência da mucosa. Os sintomas da DRGE podem ser esofágicos típicos, como azia (queimação retroesternal) e regurgitação (retorno do conteúdo gástrico à boca), ou atípicos/extraesofágicos, como dor torácica não cardíaca, tosse crônica, rouquidão, asma e erosões dentárias. A disfagia (dificuldade para engolir) também pode ocorrer, especialmente em casos de estenose esofágica ou dismotilidade. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado na resposta a inibidores de bomba de prótons (IBP), mas exames como endoscopia digestiva alta e pHmetria/impedanciometria esofágica são utilizados para confirmar o diagnóstico, avaliar complicações ou em casos refratários. O tratamento da DRGE geralmente começa com modificações no estilo de vida e uso de IBP, que são a terapia mais eficaz para controlar os sintomas e curar a esofagite. Complicações como esofagite erosiva, estenose esofágica e esôfago de Barrett (uma metaplasia intestinal que aumenta o risco de adenocarcinoma) exigem monitoramento e manejo específicos. A cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura) é uma opção para pacientes selecionados com DRGE refratária ou que não desejam terapia medicamentosa a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são as complicações mais graves da DRGE?

As complicações mais graves da DRGE incluem esofagite erosiva, estenose esofágica, esôfago de Barrett (uma metaplasia intestinal que é uma condição pré-maligna) e, em casos raros, adenocarcinoma de esôfago.

Quando a endoscopia digestiva alta é indicada na DRGE?

A endoscopia digestiva alta é indicada na DRGE para pacientes com sintomas de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento), falha terapêutica com IBP, ou para rastreamento de esôfago de Barrett em pacientes com fatores de risco e DRGE crônica.

Qual o papel da manometria esofágica na DRGE?

A manometria esofágica não é um exame diagnóstico para DRGE, mas é útil para avaliar distúrbios motores do esôfago, como acalasia, e é frequentemente realizada antes de cirurgias antirrefluxo para excluir outras condições e avaliar a função esofágica.

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