UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Homem de 28 anos comparece à consulta referindo pirose e dispepsia há 4 meses, que pioram após a alimentação, com 2 a 3 episódios por semana. Nega disfagia ou alterações do hábito intestinal. Não possui antecedentes patológicos. Nesse caso, a conduta mais adequada é:
Pirose e dispepsia sem sinais de alarme em jovem → IBP empírico é a conduta inicial.
Em pacientes jovens (<50-60 anos) com sintomas típicos de refluxo (pirose) ou dispepsia, sem sinais de alarme (disfagia, perda de peso, anemia, sangramento), o tratamento empírico com IBP por 4-8 semanas é a conduta inicial mais apropriada.
Pirose (azia) e dispepsia são queixas gastrointestinais extremamente comuns, afetando uma parcela significativa da população. A pirose é a sensação de queimação retroesternal, principal sintoma da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), enquanto a dispepsia engloba um conjunto de sintomas como dor ou desconforto epigástrico, plenitude pós-prandial e saciedade precoce. A compreensão de seu manejo é fundamental para a prática clínica. Em pacientes jovens, sem sinais de alarme (como disfagia, perda de peso, anemia, sangramento gastrointestinal), a abordagem inicial é frequentemente conservadora. A fisiopatologia da DRGE envolve o refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago, enquanto a dispepsia pode ser funcional ou relacionada a outras condições. A suspeita clínica é baseada na história detalhada dos sintomas. A conduta mais adequada para pacientes jovens com pirose e dispepsia sem sinais de alarme é o tratamento empírico com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). Essa estratégia visa suprimir a produção de ácido gástrico, aliviando os sintomas. Exames invasivos como a endoscopia digestiva alta são reservados para casos com sinais de alarme, falha terapêutica ou pacientes mais velhos, onde o risco de malignidade é maior.
Sinais de alarme incluem disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia, sangramento gastrointestinal, vômitos persistentes e massa abdominal palpável.
O tratamento empírico com IBP geralmente é recomendado por 4 a 8 semanas. Se houver melhora, pode-se tentar a retirada gradual ou uso sob demanda.
Esses exames são considerados quando os sintomas são refratários ao tratamento com IBP, para avaliar a motilidade esofágica, ou antes de cirurgias antirrefluxo, não sendo indicados como conduta inicial.
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