Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Mulher, 36 anos de idade, com pirose e regurgitação de longa data, parcialmente controlada com uso de inibidor de bomba de prótons, em dose plena. Endoscopia digestiva alta revelou esofagite erosiva - Los Angeles grau C. Concomitantemente faz tratamento para hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2 (em uso de insulina para controle), há vários anos. Ao exame físico: BEG, IMC 36Kg/m² • Abdome globoso, flácido e indolor. Para esta paciente está indicada:
DRGE refratária + Obesidade + Diabetes → Bypass gástrico (melhor para refluxo e comorbidades).
Paciente com DRGE refratária (esofagite erosiva grau C), obesidade (IMC 36 kg/m²) e diabetes tipo 2, o bypass gástrico em Y de Roux é a opção cirúrgica mais indicada. Este procedimento não só trata a obesidade e melhora o controle glicêmico, mas também é eficaz na resolução da DRGE, ao contrário da gastrectomia vertical que pode piorar o refluxo.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum, e sua associação com obesidade e diabetes tipo 2 é frequente. Em pacientes com DRGE refratária ao tratamento medicamentoso e esofagite erosiva grave, a abordagem cirúrgica pode ser necessária, especialmente quando há obesidade mórbida e comorbidades metabólicas. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, e a obesidade agrava essa condição devido ao aumento da pressão intra-abdominal. O diabetes tipo 2, por sua vez, é uma comorbidade metabólica que se beneficia significativamente da cirurgia bariátrica. A endoscopia digestiva alta é fundamental para classificar a esofagite, como a classificação de Los Angeles. O tratamento da DRGE em pacientes obesos e diabéticos deve considerar uma abordagem multifacetada. O bypass gástrico em Y de Roux é considerado o 'padrão ouro' para pacientes com DRGE e obesidade, pois promove perda de peso, melhora do controle glicêmico e resolução do refluxo. Residentes devem compreender as indicações e contraindicações de cada técnica bariátrica em relação à DRGE.
O bypass gástrico cria uma pequena bolsa gástrica e desvia o trânsito alimentar, reduzindo a exposição do esôfago ao ácido gástrico e bile, sendo altamente eficaz na resolução da DRGE e suas comorbidades metabólicas.
A gastrectomia vertical pode piorar ou induzir DRGE em alguns pacientes, devido à remoção do fundo gástrico (que atua como barreira antirrefluxo) e ao aumento da pressão intragástrica, não sendo a melhor opção para DRGE grave.
Os critérios incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves (como diabetes tipo 2 e DRGE refratária), falha no tratamento clínico e ausência de contraindicações cirúrgicas.
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