DRGE: Indicação e Eficácia da Terapêutica Cirúrgica

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Indique a assertiva correta a respeito da doença do refluxo gastroesofágico:

Alternativas

  1. A) São medidas comportamentais para melhora dos sintomas: interrupção do etilismo, interrupção do tabagismo e redução do intervalo das refeições com aumento do volume ingerido.
  2. B) A terapêutica cirúrgica tem melhor resultado em pacientes com bom controle clínico e sintomas típicos.
  3. C) A fundoplicatura a 180o é considerado o padrão da terapêutica cirúrgica.
  4. D) O esôfago de Barrett ocorre quando há a substituição do epitélio do esôfago distal de colunar com células caliciformes para estratificado pavimentoso não queratinizado.

Pérola Clínica

DRGE: Cirurgia (fundoplicatura) tem melhor resultado em pacientes com boa resposta prévia a IBP e sintomas típicos.

Resumo-Chave

A terapêutica cirúrgica para DRGE, como a fundoplicatura, é mais eficaz em pacientes que apresentam sintomas típicos de refluxo (pirose, regurgitação) e que tiveram uma boa resposta inicial ao tratamento com inibidores da bomba de prótons (IBP), mas que buscam uma solução definitiva ou não toleram a medicação a longo prazo.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesões. Seu manejo envolve medidas comportamentais, tratamento farmacológico (principalmente com inibidores da bomba de prótons - IBPs) e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico. Compreender as indicações e os resultados de cada abordagem é crucial. As medidas comportamentais são a primeira linha de tratamento e incluem elevação da cabeceira da cama, evitar alimentos gatilho, cessar tabagismo e etilismo, e perda de peso. O tratamento farmacológico com IBPs é altamente eficaz na maioria dos pacientes. A terapêutica cirúrgica, como a fundoplicatura (geralmente a 360º de Nissen), é considerada para pacientes com sintomas típicos que respondem bem aos IBPs, mas que são dependentes da medicação, ou para aqueles com complicações como hérnia de hiato grande ou esofagite grave. É importante ressaltar que o Esôfago de Barrett, uma complicação da DRGE, é a substituição do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal por epitélio colunar com células caliciformes, sendo uma condição pré-maligna. A indicação cirúrgica deve ser cuidadosamente avaliada, pois pacientes com sintomas atípicos ou sem resposta aos IBPs geralmente não se beneficiam da cirurgia. A fundoplicatura de Nissen (360º) é o padrão ouro, não a de 180º.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais medidas comportamentais para o manejo da DRGE?

As medidas comportamentais incluem elevar a cabeceira da cama, evitar refeições volumosas e tardias, reduzir o consumo de álcool, cafeína, alimentos gordurosos e cítricos, parar de fumar e perder peso em caso de obesidade.

Quando a terapêutica cirúrgica é indicada para a DRGE?

A cirurgia para DRGE é indicada para pacientes com sintomas típicos que respondem bem aos IBPs, mas que desejam evitar o uso contínuo da medicação, ou para aqueles com complicações como esofagite grave, estenose ou hérnia de hiato volumosa.

O que é o Esôfago de Barrett e qual sua importância na DRGE?

O Esôfago de Barrett é uma complicação da DRGE crônica, caracterizada pela metaplasia do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal para epitélio colunar com células caliciformes. É uma condição pré-maligna com risco aumentado de adenocarcinoma esofágico.

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