UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Paciente de 45 anos, com obesidade grau 2, vem apresentando pirose diária sem alívio com antiácidos.Retorna à consulta trazendo exames.Glicemia de jejum: 115mg/dLColesterol total: 190mg/dl.; LDL 130 mg/dL; HDL 35mg/dL.Endoscopia: sinais de esofagite erosiva grau 3.Qual medida NÃO irá contribuir para o tratamento da doença do refluxo?
DRGE: Medidas comportamentais incluem perda de peso, elevar cabeceira da cama, evitar deitar após refeições. Atividade física insuficiente não contribui para melhora.
O tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) envolve tanto medidas farmacológicas quanto modificações no estilo de vida. A perda de peso, elevação da cabeceira da cama e evitar refeições próximas à hora de deitar são cruciais. A atividade física é benéfica, mas a quantidade deve ser adequada para ter impacto, especialmente em casos de obesidade.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. A esofagite erosiva é uma das manifestações mais graves, indicando dano à mucosa esofágica. A prevalência da DRGE está associada a fatores de risco como obesidade, tabagismo e dieta, sendo essencial o manejo multifacetado. A fisiopatologia da DRGE envolve principalmente a disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), que permite o retorno do ácido. O diagnóstico é clínico, mas a endoscopia digestiva alta é crucial para avaliar a presença e o grau de esofagite. Medidas de estilo de vida são a base do tratamento, visando reduzir a exposição do esôfago ao ácido e melhorar a função do EEI. A perda de peso, por exemplo, diminui a pressão intra-abdominal e, consequentemente, o refluxo. O tratamento da DRGE combina modificações no estilo de vida com terapia farmacológica, geralmente inibidores da bomba de prótons (IBP). A elevação da cabeceira da cama e evitar deitar-se logo após as refeições são intervenções simples e eficazes. Embora a atividade física seja benéfica para a saúde geral e para a perda de peso, 90 minutos por semana podem ser insuficientes para impactar significativamente a obesidade grau 2 e, por extensão, a DRGE. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a adesão às mudanças de estilo de vida é fundamental para o controle a longo prazo e prevenção de complicações como o Esôfago de Barrett.
As principais medidas não farmacológicas para a DRGE incluem a perda de peso em pacientes com sobrepeso ou obesidade, elevação da cabeceira da cama em 15-20 cm, evitar refeições volumosas e deitar-se até 2-3 horas após comer, e evitar alimentos que sabidamente desencadeiam sintomas, como gordurosos, cítricos, cafeína e álcool.
A obesidade aumenta a pressão intra-abdominal, o que favorece o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Além disso, o tecido adiposo visceral pode liberar citocinas inflamatórias que contribuem para a disfunção do esfíncter esofágico inferior e a inflamação esofágica.
Elevar a cabeceira da cama utiliza a gravidade para ajudar a manter o conteúdo gástrico no estômago, reduzindo a frequência e a duração dos episódios de refluxo noturno. Isso é particularmente útil para pacientes que experimentam sintomas de refluxo durante o sono.
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