FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Sobre o diagnóstico e o manejo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinale a alternativa correta:
AINEs e Inibidores da PDE5 (disfunção erétil) ↑ risco de sintomas de refluxo gastroesofágico.
O diagnóstico de DRGE é primariamente clínico em pacientes jovens sem sinais de alarme; certos medicamentos podem exacerbar o quadro por reduzir a pressão do EEI.
A DRGE é uma das condições digestivas mais comuns na prática clínica. O diagnóstico baseia-se na presença de sintomas incômodos ou complicações resultantes do refluxo do conteúdo gástrico. É fundamental identificar fatores exógenos, como dieta e medicamentos, que comprometem a barreira antirrefluxo. O manejo envolve mudanças no estilo de vida e terapia farmacológica, sendo os IBPs a classe mais eficaz, embora devam ser usados criteriosamente para evitar dependência ou efeitos adversos a longo prazo.
Vários fármacos podem exacerbar a DRGE por reduzirem a pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI) ou por irritação direta da mucosa. Exemplos incluem anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), inibidores da fosfodiesterase-5 (usados para disfunção erétil), bloqueadores de canais de cálcio, nitratos, teofilina e bisfosfonatos.
A EDA deve ser solicitada imediatamente na presença de sinais de alarme: disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia, sangramento digestivo, vômitos persistentes ou história familiar de câncer gastrointestinal. Também é indicada para rastreamento em pacientes com sintomas crônicos de longa data (especialmente homens brancos > 50 anos com obesidade).
Em pacientes com sintomas típicos (azia e regurgitação) e sem sinais de alarme, recomenda-se o uso de IBP em dose plena uma vez ao dia, 30 a 60 minutos antes do café da manhã, por um período de 4 a 8 semanas. A resposta clínica positiva corrobora o diagnóstico de DRGE.
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