DRGE: Avaliação Diagnóstica e Testes Específicos

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Em relação à avaliação diagnóstica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinalar a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O esofagograma baritado é utilizado para avaliação anatômica e não confirma nem refuta o diagnóstico de DRGE.
  2. B) Esofagite grau C e D de Los Angeles na endoscopia digestiva alta é considerado sinal patognomônico de DRGE e dispensa a realização da phmetria para o diagnóstico.
  3. C) A phmetria esofágica é o teste padrão-ouro para diagnóstico da DRGE, uma vez que identifica episódios de refluxo ácido e não ácido.
  4. D) A impedanciometria esofágica é capaz de identificar o movimento de líquido e gás no esôfago, bem como a direção do fluxo.

Pérola Clínica

Phmetria esofágica = padrão-ouro para refluxo ÁCIDO; Impedanciometria = refluxo ÁCIDO e NÃO ÁCIDO.

Resumo-Chave

A phmetria esofágica é o padrão-ouro para o diagnóstico de DRGE por refluxo ácido, mas não identifica refluxo não ácido. A impedanciometria esofágica, por sua vez, é capaz de detectar ambos os tipos de refluxo, sendo mais completa para casos refratários.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. O diagnóstico da DRGE pode ser desafiador, e uma abordagem escalonada com diferentes métodos diagnósticos é frequentemente necessária para confirmar a doença, avaliar sua gravidade e guiar o tratamento. A endoscopia digestiva alta é um exame fundamental, especialmente para identificar complicações como esofagite (classificada pela escala de Los Angeles, onde graus C e D são patognomônicos de DRGE), estenoses, úlceras ou esôfago de Barrett. No entanto, a ausência de esofagite não exclui a DRGE, pois muitos pacientes têm DRGE não erosiva. O esofagograma baritado, por sua vez, é mais útil para avaliar a anatomia e descartar outras condições, mas não é um teste diagnóstico definitivo para DRGE. A phmetria esofágica de 24 horas é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de DRGE por refluxo ácido, quantificando a exposição ácida do esôfago. Contudo, ela não detecta episódios de refluxo não ácido. Para pacientes com sintomas refratários aos inibidores de bomba de prótons (IBP) ou com suspeita de refluxo não ácido, a impedanciometria esofágica associada à phmetria é o método mais completo, pois é capaz de identificar o movimento de líquido e gás no esôfago, bem como a direção do fluxo, permitindo a detecção de ambos os tipos de refluxo.

Perguntas Frequentes

Quando a endoscopia digestiva alta é indicada na DRGE?

A endoscopia é indicada para avaliar complicações da DRGE, como esofagite, estenoses ou esôfago de Barrett, e para excluir outras patologias. Não é essencial para o diagnóstico em casos típicos sem sinais de alarme.

Qual a diferença entre phmetria e impedanciometria esofágica?

A phmetria mede a exposição do esôfago ao ácido (pH < 4), sendo padrão-ouro para refluxo ácido. A impedanciometria, além de medir o pH, detecta o movimento de líquido e gás, identificando refluxo ácido e não ácido.

O esofagograma baritado é útil para diagnosticar DRGE?

O esofagograma baritado é útil para avaliar a anatomia do esôfago e estômago, como hérnia de hiato ou estenoses, mas não é sensível nem específico para confirmar ou refutar o diagnóstico de DRGE.

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