DRGE Refratária: Avaliação Pré-Operatória e Manometria

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020

Enunciado

Paciente ♀, 33 anos, com queixas de pirose e regurgitamento pós-prandial de evolução crônica. Há 3 anos foi diagnosticado pela endoscopia digestiva alta: esofagite grau A de Los Angeles, hiato esofagiano alargado e transição esôfago gástrica 3 cm acima do pinçamento diafragmático. Melhora com uso de inibidores de bomba de prótons, medidas posturais e dietéticas, mas ao término dos tratamentos apresenta recidiva precoce dos sintomas. Qual sua conduta?

Alternativas

  1. A) Solicitar Manometria Esofágica e caso normal indicar tratamento cirúrgico
  2. B) Solicitar Phmetria Esofágica e caso anormal indicar tratamento cirúrgico
  3. C) Solicitar esofagografia e caso confirme o diagnóstico indicar tratamento cirúrgico
  4. D) Indicar tratamento cirúrgico

Pérola Clínica

DRGE refratária com hérnia de hiato → Investigar motilidade (manometria) antes de cirurgia.

Resumo-Chave

Em pacientes com DRGE refratária ao tratamento clínico e evidência de hérnia de hiato, a avaliação pré-operatória é crucial. A manometria esofágica é essencial para excluir distúrbios de motilidade que contraindiquem ou modifiquem a abordagem cirúrgica, como acalasia ou esôfago em quebra-nozes.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Quando os sintomas persistem apesar do tratamento otimizado com inibidores de bomba de prótons (IBP) e medidas comportamentais, a DRGE é considerada refratária. Nesses casos, a avaliação para tratamento cirúrgico torna-se uma opção. A paciente apresenta um quadro de DRGE refratária, com evidência endoscópica de esofagite e hérnia de hiato (transição esôfago gástrica 3 cm acima do pinçamento diafragmático). Antes de indicar a cirurgia (geralmente fundoplicatura), é imperativo realizar uma investigação completa para confirmar o diagnóstico de refluxo patológico e excluir outras condições. A manometria esofágica é fundamental para avaliar a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior (EEI), garantindo que não haja distúrbios primários de motilidade que possam ser prejudicados pela cirurgia ou que sejam a verdadeira causa dos sintomas. A pHmetria esofágica de 24 horas também é um exame crucial para confirmar a exposição ácida patológica do esôfago e correlacionar os sintomas com os episódios de refluxo, especialmente em pacientes com DRGE refratária ou com endoscopia normal. A conduta correta envolve uma avaliação diagnóstica rigorosa antes de proceder com a intervenção cirúrgica, visando o melhor resultado e evitando complicações ou falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quando o tratamento cirúrgico é considerado para pacientes com DRGE?

O tratamento cirúrgico (fundoplicatura) é considerado para pacientes com DRGE refratária ao tratamento clínico otimizado, aqueles que não desejam uso contínuo de medicação, ou que apresentam complicações como hérnia de hiato volumosa ou esofagite grave.

Qual o papel da manometria esofágica na avaliação pré-operatória da DRGE?

A manometria esofágica avalia a motilidade do esôfago e a função do esfíncter esofágico inferior (EEI). É crucial para excluir distúrbios de motilidade primários (ex: acalasia) que poderiam ser agravados pela cirurgia ou que mimetizam DRGE.

Por que a pHmetria esofágica é importante na DRGE refratária?

A pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão ouro para confirmar a presença de refluxo ácido patológico e correlacionar os sintomas com os episódios de refluxo, especialmente em casos de DRGE refratária ou com sintomas atípicos, antes de considerar a cirurgia.

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