UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 45 anos, com índice de massa corpórea (IMC) progressivo de 35kg/m² na última medição, relata história de queimação retroesternal há algumas semanas, que piora durante a noite e ao deitar. Paciente nega outras queixas digestivas. Nesse caso, a melhor conduta é:
DRGE com sintomas típicos e sem sinais de alarme → IBP empírico + medidas comportamentais (redução de peso).
O paciente apresenta sintomas típicos de DRGE (queimação retroesternal, piora noturna e ao deitar), sem sinais de alarme. Nesses casos, a conduta inicial recomendada é o tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 4-8 semanas, associado a medidas de estilo de vida, como a redução de peso, que é um fator de risco importante.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. A pirose (queimação retroesternal) e a regurgitação são os sintomas mais típicos. A prevalência da DRGE tem aumentado, em parte devido ao crescimento das taxas de obesidade, que é um fator de risco bem estabelecido. O diagnóstico da DRGE é frequentemente clínico, baseado na presença de sintomas típicos. Em pacientes sem sinais de alarme (como disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia ou sangramento gastrointestinal), a conduta inicial recomendada é o tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 4 a 8 semanas. Essa abordagem é custo-efetiva e geralmente eficaz. Além da farmacoterapia, modificações no estilo de vida são essenciais. A redução de peso em pacientes com sobrepeso ou obesidade é uma das intervenções mais importantes, pois diminui a pressão intra-abdominal e, consequentemente, o refluxo. Outras medidas incluem elevar a cabeceira da cama, evitar deitar-se logo após as refeições e identificar e evitar alimentos que desencadeiam os sintomas.
Os sintomas típicos da DRGE incluem pirose (queimação retroesternal) e regurgitação ácida. Podem piorar ao deitar, após refeições ou com certos alimentos.
A endoscopia é indicada na presença de sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento gastrointestinal), falha ao tratamento empírico com IBP, ou para rastreamento em pacientes com fatores de risco para Esôfago de Barrett.
A redução de peso é uma medida comportamental crucial no tratamento da DRGE, especialmente em pacientes com sobrepeso ou obesidade, pois o excesso de gordura abdominal aumenta a pressão intra-abdominal, favorecendo o refluxo.
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