DRGE: Manejo Inicial e Investigação em Casos Refratários

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 28 anos, previamente hígido, vem à consulta na unidade básica de saúde com queixa de tosse associada frequentemente à pirose e às vezes à regurgitação. O quadro iniciou há 4 semanas e o paciente nega emagrecimento, febre, melena, hematêmese ou disfagia. Exame físico sem particularidades. Além de educação do paciente e de medidas comportamentais, está indicado iniciar com _______________ e, caso não haja melhora dos sintomas, deve-se realizar _______________.

Alternativas

  1. A) inibidores de relaxamento transitório do esfincter esofagiano inferior - Phmetria de 24 horas.
  2. B) bloqueadores dos receptores H₂ da histamina - endoscopia digestiva alta.
  3. C) inibidores da bomba de prótons - Phmetria de 24 horas.
  4. D) pró-cinéticos - endoscopia digestiva alta.

Pérola Clínica

DRGE com sintomas típicos e sem alarmes → IBP empírico; falha → pHmetria 24h.

Resumo-Chave

O caso descreve sintomas clássicos de DRGE (pirose, regurgitação, tosse) sem sinais de alarme. A conduta inicial é tratamento empírico com IBP. Se não houver resposta, a pHmetria de 24 horas é o exame padrão-ouro para confirmar o refluxo e correlacionar com os sintomas.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. É uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na atenção primária, impactando significativamente a qualidade de vida. O reconhecimento dos sintomas típicos e atípicos é fundamental para um diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia da DRGE envolve múltiplos fatores, incluindo disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), hérnia de hiato, esvaziamento gástrico retardado e alterações na depuração esofágica. O diagnóstico inicial é frequentemente clínico, baseado na presença de pirose e regurgitação. A ausência de sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento gastrointestinal) permite o início do tratamento empírico com IBP. O tratamento da DRGE começa com medidas comportamentais e dietéticas. A terapia farmacológica de primeira linha são os inibidores da bomba de prótons (IBP), que são altamente eficazes na redução da produção de ácido. Se os sintomas persistirem após um curso adequado de IBP, a investigação deve prosseguir com exames como a pHmetria de 24 horas e, em alguns casos, a endoscopia digestiva alta para excluir complicações ou outras patologias.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

Os sintomas típicos da DRGE incluem pirose (azia) e regurgitação. Sintomas atípicos como tosse crônica, rouquidão, dor torácica não cardíaca e asma podem estar associados, mas exigem exclusão de outras causas.

Quando devo iniciar o tratamento empírico para DRGE e com qual medicação?

O tratamento empírico com inibidores da bomba de prótons (IBP) está indicado para pacientes com sintomas típicos de DRGE (pirose e regurgitação) sem sinais de alarme (disfagia, odinofagia, emagrecimento, anemia, sangramento gastrointestinal).

Qual o papel da pHmetria de 24 horas no diagnóstico da DRGE?

A pHmetria de 24 horas é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de DRGE, especialmente em pacientes com sintomas atípicos ou que não respondem ao tratamento empírico com IBP. Ela quantifica a exposição esofágica ao ácido e correlaciona os episódios de refluxo com os sintomas.

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