UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Paciente masculino, 57 anos de idade, apresenta queixas de queimação retroesternal, referindo por vezes regurgitação. Com a suspeita de doença do refluxo gastroesofageano (DRGE), o exame considerado padrão-ouro para a confirmação diagnóstica é:
DRGE: pHmetria de 24h = padrão-ouro para confirmação diagnóstica.
A pHmetria de 24 horas é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de DRGE, pois quantifica a exposição do esôfago ao ácido e correlaciona os sintomas do paciente com os episódios de refluxo, sendo mais sensível que a endoscopia para casos sem esofagite erosiva.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. É uma das doenças gastrointestinais mais prevalentes, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico preciso é fundamental para um manejo terapêutico eficaz e para prevenir complicações a longo prazo. Embora a história clínica com sintomas típicos como pirose e regurgitação seja sugestiva, a confirmação diagnóstica da DRGE, especialmente em casos atípicos ou refratários, requer exames complementares. A pHmetria esofágica de 24 horas é amplamente considerada o padrão-ouro, pois permite quantificar a exposição ácida do esôfago e correlacionar os episódios de refluxo com os sintomas relatados pelo paciente, fornecendo dados objetivos sobre a frequência e duração dos eventos de refluxo. Outros exames, como a endoscopia digestiva alta, são importantes para avaliar a presença de esofagite, estenoses ou esôfago de Barrett, mas não confirmam o refluxo em si. A esofagomanometria avalia a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior, sendo útil para descartar outros distúrbios e para o planejamento cirúrgico. Residentes devem compreender a indicação e a interpretação de cada exame para uma abordagem diagnóstica completa da DRGE.
Os sintomas típicos da DRGE incluem pirose (queimação retroesternal) e regurgitação ácida. Sintomas atípicos podem envolver tosse crônica, rouquidão, dor torácica não cardíaca e asma.
A endoscopia é indicada para avaliar complicações da DRGE (esofagite, estenose, esôfago de Barrett), para investigar sintomas de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia) ou em pacientes que não respondem ao tratamento empírico.
A esofagomanometria avalia a função motora do esôfago e a pressão do esfíncter esofágico inferior, sendo útil para descartar distúrbios de motilidade e para planejar cirurgias antirrefluxo, mas não diagnostica o refluxo diretamente.
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