SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Homem, 31 anos, IMC: 33Kg/m², refere sensação de regurgitação amarga, pirose e rouquidão há 2 meses. Relata ainda salivação frequente, pigarro e dor de ouvido. Durante consulta cirúrgica para tratamento de doença de refluxo, foi avaliada a presença de sintomas esofágicos típicos, atípicos e sinais de alarme. Em relação a esse quadro, é CORRETO afirmar que
DRGE com pirose/regurgitação + sintomas atípicos (rouquidão, pigarro) SEM sinais de alarme → iniciar tratamento clínico.
O paciente apresenta sintomas típicos de DRGE (regurgitação amarga, pirose) e atípicos/extra-esofágicos (rouquidão, salivação, pigarro, dor de ouvido). A ausência de sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, sangramento) indica que o tratamento inicial deve ser clínico, com modificações de estilo de vida e inibidores da bomba de prótons.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. Sua prevalência é alta, e fatores como obesidade, dieta e estilo de vida contribuem para seu desenvolvimento. A DRGE pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e, se não tratada, levar a complicações como esofagite, estenose esofágica e esôfago de Barrett, um fator de risco para adenocarcinoma esofágico. Os sintomas da DRGE são classificados em típicos e atípicos. Os sintomas típicos incluem pirose (azia) e regurgitação. Os sintomas atípicos ou extra-esofágicos, como rouquidão, pigarro, tosse crônica, dor de ouvido e dor torácica não cardíaca, podem dificultar o diagnóstico. É crucial diferenciar esses sintomas dos sinais de alarme, que indicam a necessidade de investigação mais aprofundada, como disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia e sangramento gastrointestinal. Na ausência de sinais de alarme, o manejo inicial da DRGE é clínico, envolvendo modificações no estilo de vida (elevação da cabeceira da cama, evitar alimentos gatilho, perda de peso) e o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP). A endoscopia digestiva alta é reservada para pacientes com sinais de alarme, sintomas refratários ao tratamento clínico ou para rastreamento de complicações. A cirurgia antirrefluxo é uma opção para pacientes selecionados com falha do tratamento clínico ou complicações específicas.
Os sintomas típicos da DRGE incluem pirose (azia ou queimação retroesternal) e regurgitação (retorno de conteúdo gástrico ou esofágico para a boca ou faringe), que geralmente pioram após as refeições ou ao deitar.
Sintomas atípicos ou extra-esofágicos incluem rouquidão, pigarro crônico, tosse crônica, asma de difícil controle, dor torácica não cardíaca, erosões dentárias, faringite e, como no caso, dor de ouvido.
A endoscopia digestiva alta é indicada na DRGE quando há presença de sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia, sangramento gastrointestinal), sintomas refratários ao tratamento clínico, ou para rastreamento de esôfago de Barrett em pacientes de alto risco.
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