DRGE: Técnica Belsey-Mark IV e Abordagem Cirúrgica

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

A técnica cirúrgica para correção de doença do refluxo gastroesofágico que originalmente há abordagem intra-torácica e abdominal é:

Alternativas

  1. A) Nissen
  2. B) Lindi
  3. C) Toupet
  4. D) Belsey-Mark IV

Pérola Clínica

Belsey-Mark IV: fundoplicatura transtorácica para DRGE, abordagem intra-torácica e abdominal.

Resumo-Chave

A técnica de Belsey-Mark IV é uma fundoplicatura parcial que se destaca por sua abordagem transtorácica, diferente das técnicas mais comuns como Nissen (total) e Toupet (parcial posterior), que são realizadas por via abdominal. Ela é historicamente importante para casos específicos de DRGE.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que pode requerer tratamento cirúrgico em casos refratários à terapia clínica ou com complicações. As técnicas de fundoplicatura visam restaurar a barreira anti-refluxo. Historicamente, diversas abordagens foram desenvolvidas, e a compreensão de suas características é fundamental para o residente. A técnica de Belsey-Mark IV, embora menos comum atualmente, representa um marco na cirurgia de refluxo devido à sua abordagem transtorácica. A fundoplicatura de Belsey-Mark IV envolve a criação de uma válvula anti-refluxo parcial (240 graus) com o fundo gástrico ao redor do esôfago distal, fixando-o ao diafragma. Sua particularidade reside na abordagem cirúrgica, que originalmente combinava acessos intra-torácico e abdominal, permitindo uma melhor mobilização do esôfago e tratamento de hérnias hiatais complexas. Em contraste, as fundoplicaturas de Nissen e Toupet são predominantemente realizadas por via abdominal, atualmente com preferência pela laparoscopia devido à menor morbidade. Para residentes, é importante conhecer as indicações e contraindicações de cada técnica, bem como suas vantagens e desvantagens. A escolha da técnica depende de fatores como a anatomia do paciente, presença de esôfago curto, motilidade esofágica e experiência do cirurgião. O conhecimento das abordagens cirúrgicas históricas e atuais é essencial para a compreensão da evolução do tratamento da DRGE e para a tomada de decisões clínicas informadas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais técnicas cirúrgicas para a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

As principais técnicas são as fundoplicaturas, que incluem a Nissen (total, 360º), Toupet (parcial posterior, 270º), e Dor (parcial anterior, 180-200º). A Belsey-Mark IV é uma fundoplicatura parcial anterior (240º) com abordagem transtorácica.

Qual a diferença entre a abordagem transtorácica e abdominal nas cirurgias de DRGE?

A abordagem abdominal (laparoscópica ou aberta) é a mais comum atualmente para a maioria das fundoplicaturas, como Nissen e Toupet. A abordagem transtorácica, como na Belsey-Mark IV, permite melhor visualização do esôfago distal e é preferida em casos de esôfago curto ou grandes hérnias hiatais complexas.

Quando a técnica Belsey-Mark IV é indicada?

A Belsey-Mark IV é menos utilizada hoje em dia devido à morbidade da toracotomia, mas pode ser considerada em pacientes com esôfago curto, falha de fundoplicaturas prévias por via abdominal, ou em casos de hérnia hiatal recidivada com fibrose extensa, onde a via transtorácica oferece vantagens.

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