DRGE: Evidências Conclusivas no Diagnóstico

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022

Enunciado

É considerada evidência conclusiva para doença do refluxo gastroesofágico:

Alternativas

  1. A) endoscopia digestiva alta com esofagite erosiva grau C de Los Angeles.
  2. B) pH-metria de 24 horas com tempo de exposição ácida de 3%.
  3. C) pH-metria com impedanciometria, registrando 35 episódios de refluxo em 24 horas.
  4. D) manometria de esôfago com hipotonia do esfíncter inferior do esôfago.

Pérola Clínica

DRGE conclusiva → Esofagite erosiva graus C/D de Los Angeles na EDA.

Resumo-Chave

A esofagite erosiva graus C ou D na endoscopia digestiva alta é considerada evidência conclusiva de DRGE, pois indica lesão grave da mucosa esofágica causada pelo refluxo ácido. Outros exames como pH-metria e impedanciometria são úteis para casos não erosivos ou refratários, mas não são conclusivos por si só sem correlação clínica ou lesão visível.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e sendo um tema recorrente em provas de residência médica. O diagnóstico preciso é crucial para o manejo adequado. O diagnóstico da DRGE pode ser clínico, baseado em sintomas típicos, ou objetivo, através de exames complementares. A endoscopia digestiva alta (EDA) é fundamental, especialmente para identificar esofagite erosiva. A classificação de Los Angeles (graus A, B, C, D) descreve a extensão da lesão da mucosa esofágica, sendo os graus C e D considerados evidência conclusiva de DRGE devido à gravidade das erosões. A pH-metria de 24 horas e a impedanciometria são indicadas para casos sem esofagite erosiva ou para avaliar refluxo não ácido, fornecendo dados sobre a exposição ácida e o número de episódios de refluxo. A manometria esofágica avalia a função motora do esôfago e a competência do esfíncter inferior, sendo útil para excluir distúrbios motores ou planejar cirurgia. O tratamento da DRGE envolve modificações no estilo de vida, uso de inibidores da bomba de prótons (IBPs) e, em casos selecionados, cirurgia. A compreensão dos critérios diagnósticos e da interpretação dos exames é essencial para o residente, permitindo um manejo eficaz e a prevenção de complicações como estenoses e esôfago de Barrett.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico conclusivo de DRGE?

O diagnóstico conclusivo de DRGE é estabelecido pela presença de esofagite erosiva graus C ou D na endoscopia digestiva alta, que indica lesão significativa da mucosa esofágica.

Qual o papel da pH-metria e impedanciometria na DRGE?

A pH-metria e a impedanciometria são úteis para diagnosticar DRGE em pacientes com sintomas típicos mas sem esofagite erosiva na EDA, ou para avaliar a resposta ao tratamento e refluxo não ácido.

Como a classificação de Los Angeles se relaciona com a gravidade da DRGE?

A classificação de Los Angeles categoriza a esofagite erosiva de A a D, com A sendo a forma mais leve e D a mais grave, indicando a extensão da lesão da mucosa esofágica.

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