DRGE: Fisiopatologia, Diagnóstico e Hérnia de Hiato

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Sobre a doença da refluxo gastroesofágico (DRGE), assinale a alternativa correta: I - O esfíncter esofágico inferior tem o papel primário de impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. II - A DRGE está associada, com frequência, a uma hérnia de hiato. III - A presença de uma hérnia de hiato não é necessária nem suficiente para fechar diagnóstico de DRGE. IV - A endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame padrão ouro para o diagnóstico de DRGE.

Alternativas

  1. A) I, II e IV estão corretas
  2. B) I, III e IV estão corretas
  3. C) I, II, III estão corretas
  4. D) I, II somente estão corretas
  5. E) Todas estão corretas

Pérola Clínica

DRGE: EEI impede refluxo, associada à hérnia de hiato, mas hérnia não é diagnóstica. EDA não é padrão ouro.

Resumo-Chave

O EEI é a principal barreira antirefluxo. Hérnia de hiato é comum na DRGE, mas sua presença não é diagnóstica nem essencial. A EDA com biópsia é útil para complicações (esofagite, Barrett), mas não é o padrão ouro para o diagnóstico da DRGE em si, que é clínico ou por pHmetria/impedanciometria.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. A fisiopatologia da DRGE é multifatorial, com o esfíncter esofágico inferior (EEI) desempenhando um papel primário como barreira antirefluxo. Disfunções do EEI, como relaxamentos transitórios excessivos ou hipotonia, são os principais mecanismos. A DRGE está frequentemente associada à presença de uma hérnia de hiato, que pode comprometer a função do EEI e facilitar o refluxo. No entanto, é crucial entender que a hérnia de hiato não é um pré-requisito para o diagnóstico de DRGE, nem sua presença é suficiente para confirmá-lo. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado nos sintomas típicos de pirose e regurgitação. A endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia é uma ferramenta importante na avaliação da DRGE, mas não é o exame padrão ouro para o diagnóstico da doença em si. A EDA é indicada para identificar complicações como esofagite, estenoses ou esôfago de Barrett, ou para excluir outras patologias. Para a documentação objetiva do refluxo e correlação com sintomas, a pHmetria esofágica de 24 horas (com ou sem impedanciometria) é considerada o padrão ouro, especialmente em casos atípicos ou refratários ao tratamento empírico.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do esfíncter esofágico inferior (EEI) na DRGE?

O esfíncter esofágico inferior (EEI) é a principal barreira fisiológica contra o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Disfunções do EEI, como relaxamentos transitórios inadequados ou hipotonia, são fatores chave na patogênese da DRGE.

A hérnia de hiato é sempre presente na DRGE?

Não. Embora a hérnia de hiato esteja frequentemente associada à DRGE e possa agravar o refluxo, sua presença não é necessária para o diagnóstico de DRGE, nem sua ausência o exclui. Muitos pacientes com DRGE não possuem hérnia de hiato.

Qual o exame padrão ouro para o diagnóstico de DRGE?

O diagnóstico de DRGE é frequentemente clínico. Para casos refratários ou atípicos, a pHmetria esofágica de 24 horas (com ou sem impedanciometria) é considerada o padrão ouro para documentar o refluxo ácido e correlacioná-lo com os sintomas. A endoscopia é útil para avaliar complicações, não para o diagnóstico primário da DRGE.

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