HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Sobre a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinale a alternativa correta: I - O esfíncter esofágico inferior tem o papel primário de impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. II - A DRGE está associada, com frequência, a uma hérnia de hiato. III - A presença de uma hérnia de hiato não é necessária nem suficiente para fechar diagnóstico de DRGE. IV - A endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame padrão- ouro para o diagnóstico de DRGE.
DRGE: EEI impede refluxo, frequentemente associada à hérnia de hiato, mas esta não é diagnóstica; EDA com biópsia não é padrão-ouro diagnóstico.
O EEI é a principal barreira antirefluxo. A hérnia de hiato é um fator de risco importante para DRGE, mas sua presença não é suficiente para o diagnóstico. A EDA é útil para identificar complicações (esofagite, Barrett), mas a pHmetria/impedanciometria são os padrões-ouro para confirmar o refluxo patológico.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. O Esfíncter Esofágico Inferior (EEI) desempenha um papel crucial na prevenção desse refluxo, atuando como uma barreira fisiológica que impede o retorno do conteúdo ácido. A DRGE está frequentemente associada à presença de uma hérnia de hiato, que pode comprometer a função do EEI e facilitar o refluxo. No entanto, é importante ressaltar que a hérnia de hiato não é um critério diagnóstico para DRGE, nem sua ausência exclui a doença. A fisiopatologia envolve múltiplos fatores, incluindo relaxamentos transitórios do EEI, clearance esofágico deficiente e sensibilidade da mucosa esofágica. O diagnóstico da DRGE é primariamente clínico, baseado nos sintomas típicos. A endoscopia digestiva alta (EDA) é útil para avaliar complicações como esofagite, estenose ou esôfago de Barrett, mas não é o exame padrão-ouro para o diagnóstico da DRGE em si. A pHmetria esofágica de 24 horas, com ou sem impedanciometria, é considerada o padrão-ouro para confirmar o refluxo patológico e correlacioná-lo com os sintomas, especialmente em casos complexos ou refratários.
O EEI é a principal barreira anatômica e funcional contra o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Sua disfunção, seja por relaxamentos transitórios inadequados ou hipotonia, é um fator chave na fisiopatologia da DRGE, permitindo o retorno do ácido.
Não. Embora a hérnia de hiato seja frequentemente associada à DRGE e possa agravar o refluxo, ela não é necessária nem suficiente para o diagnóstico da doença. Muitos pacientes com DRGE não têm hérnia de hiato, e vice-versa, indicando que outros fatores também contribuem.
O exame padrão-ouro para o diagnóstico de DRGE, especialmente em casos atípicos ou refratários ao tratamento empírico, é a pHmetria esofágica de 24 horas, frequentemente combinada com impedanciometria, que detecta episódios de refluxo ácido e não ácido, correlacionando-os com os sintomas.
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