ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
Uma paciente de 40 anos de idade procura serviço de emergência queixando-se de dor em queimação localizada na região anterior do tórax, que se irradia para o pescoço e tem a alimentação e a posição supina como fatores de precipitação. A paciente negou que o esforço desencadeie o sintoma. O eletrocardiograma (ECG) seriado e os biomarcadores cardíacos se mostraram sem alterações. Com base no exposto, assinale a alternativa que indica o próximo passo a ser seguido nesse caso.
Dor torácica em queimação, piora supina/alimentação, ECG normal → Alta suspeita de DRGE, iniciar IBP empírico.
A descrição da dor (queimação, irradiação, fatores de precipitação como alimentação e posição supina) e a exclusão de causas cardíacas (ECG e biomarcadores normais) são altamente sugestivas de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). O tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP) é a abordagem inicial recomendada.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. A pirose (azia) e a regurgitação são os sintomas mais típicos, mas a DRGE pode se manifestar com sintomas atípicos, como dor torácica não cardíaca, tosse crônica, rouquidão e asma. O diagnóstico da DRGE é frequentemente clínico, baseado na história dos sintomas. Em pacientes com dor torácica, é crucial excluir causas cardíacas antes de considerar a DRGE. Uma vez afastada a etiologia cardíaca, a presença de sintomas como dor em queimação, piora com alimentação ou decúbito, e alívio com antiácidos, fortalece a suspeita de DRGE. O tratamento inicial para a DRGE, na ausência de sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento), é a terapia empírica com inibidores de bomba de prótons (IBP). Os IBPs são altamente eficazes na redução da produção de ácido gástrico, promovendo o alívio dos sintomas e a cicatrização de lesões esofágicas. A resposta ao IBP pode, inclusive, auxiliar no diagnóstico.
Sintomas sugestivos de origem gastroesofágica incluem dor em queimação (pirose), piora com a alimentação ou posição supina, alívio com antiácidos, e ausência de relação com esforço físico, especialmente após exclusão de causas cardíacas.
O tratamento inicial recomendado para a suspeita de DRGE, na ausência de sinais de alarme, é a terapia empírica com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 4 a 8 semanas, geralmente em dose plena.
A endoscopia digestiva alta é indicada na presença de sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento gastrointestinal), falha do tratamento empírico com IBP, ou para rastreamento de complicações em pacientes com DRGE crônica.
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