DRGE e Complicações: Diagnóstico Diferencial e Tratamento

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao Refluxo Gastroesofágico (RGE) e suas complicações é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) O tabagismo contribui para a redução do tônus do esfíncter esofágico inferior e piora os sintomas de DRGE.
  2. B) Pacientes com esôfago de Barrett têm maior risco de adenocarcinoma esofágico em comparação com aqueles sem esta condição.
  3. C) A terapia com IBP duas vezes ao dia pode ser uma alternativa em pacientes que não respondem a uma dose única diária.
  4. D) A presença de eosinófilos na mucosa esofágica é um marcador específico de esofagite erosiva avançada causada por RGE.
  5. E) A perda de peso é recomendada para pacientes com DRGE e índice de massa corporal (IMC) acima de 25 kg/m².

Pérola Clínica

Eosinófilos na mucosa esofágica (>15/campo) → Sugere Esofagite Eosinofílica, não é marcador específico de DRGE.

Resumo-Chave

A DRGE é multifatorial, envolvendo falha do EEI e fatores de estilo de vida. O achado de eosinófilos deve alertar para diagnósticos diferenciais, especialmente a esofagite eosinofílica.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma das condições gastrointestinais mais frequentes na prática clínica. Sua fisiopatologia envolve o relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior, hipotonia do esfíncter ou hérnia de hiato. O manejo clínico foca em mudanças de estilo de vida (perda de peso, cessação do tabagismo, elevação da cabeceira) e supressão ácida. Complicações como estenoses, úlceras e o Esôfago de Barrett marcam a gravidade da doença e necessitam de acompanhamento rigoroso.

Perguntas Frequentes

O que diferencia a DRGE da Esofagite Eosinofílica?

A DRGE é causada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, enquanto a Esofagite Eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica mediada pelo sistema imune (frequentemente alérgica). Histologicamente, a presença de mais de 15 eosinófilos por campo de grande aumento na biópsia esofágica, na ausência de resposta ao IBP ou com pHmetria normal, direciona o diagnóstico para EoE, que requer tratamentos específicos como dieta de exclusão ou corticoides tópicos.

Qual a relação entre Esôfago de Barrett e Adenocarcinoma?

O Esôfago de Barrett é uma metaplasia intestinal (substituição do epitélio escamoso por colunar) que ocorre em resposta à agressão ácida crônica. É considerado uma lesão pré-neoplásica, pois aumenta significativamente o risco de progressão para displasia de baixo grau, displasia de alto grau e, finalmente, adenocarcinoma esofágico. Pacientes com Barrett exigem vigilância endoscópica periódica com biópsias para detecção precoce de malignidade.

Como otimizar o tratamento com IBP na DRGE?

Para pacientes que não apresentam controle adequado dos sintomas com dose única diária de IBP, a primeira medida é garantir que a medicação esteja sendo tomada 30 a 60 minutos antes do café da manhã. Se a falha persistir, pode-se fracionar a dose (duas vezes ao dia, antes do café e antes do jantar) ou trocar o tipo de IBP. Casos refratários devem ser investigados com pHmetria e manometria para confirmar o diagnóstico e avaliar indicação cirúrgica.

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