SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em relação ao Refluxo Gastroesofágico (RGE) e suas complicações é INCORRETO afirmar que:
Eosinófilos na mucosa esofágica (>15/campo) → Sugere Esofagite Eosinofílica, não é marcador específico de DRGE.
A DRGE é multifatorial, envolvendo falha do EEI e fatores de estilo de vida. O achado de eosinófilos deve alertar para diagnósticos diferenciais, especialmente a esofagite eosinofílica.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma das condições gastrointestinais mais frequentes na prática clínica. Sua fisiopatologia envolve o relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior, hipotonia do esfíncter ou hérnia de hiato. O manejo clínico foca em mudanças de estilo de vida (perda de peso, cessação do tabagismo, elevação da cabeceira) e supressão ácida. Complicações como estenoses, úlceras e o Esôfago de Barrett marcam a gravidade da doença e necessitam de acompanhamento rigoroso.
A DRGE é causada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, enquanto a Esofagite Eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica mediada pelo sistema imune (frequentemente alérgica). Histologicamente, a presença de mais de 15 eosinófilos por campo de grande aumento na biópsia esofágica, na ausência de resposta ao IBP ou com pHmetria normal, direciona o diagnóstico para EoE, que requer tratamentos específicos como dieta de exclusão ou corticoides tópicos.
O Esôfago de Barrett é uma metaplasia intestinal (substituição do epitélio escamoso por colunar) que ocorre em resposta à agressão ácida crônica. É considerado uma lesão pré-neoplásica, pois aumenta significativamente o risco de progressão para displasia de baixo grau, displasia de alto grau e, finalmente, adenocarcinoma esofágico. Pacientes com Barrett exigem vigilância endoscópica periódica com biópsias para detecção precoce de malignidade.
Para pacientes que não apresentam controle adequado dos sintomas com dose única diária de IBP, a primeira medida é garantir que a medicação esteja sendo tomada 30 a 60 minutos antes do café da manhã. Se a falha persistir, pode-se fracionar a dose (duas vezes ao dia, antes do café e antes do jantar) ou trocar o tipo de IBP. Casos refratários devem ser investigados com pHmetria e manometria para confirmar o diagnóstico e avaliar indicação cirúrgica.
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