DRGE com Esofagite Grau B: Abordagem Clínica Inicial

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022

Enunciado

Um homem de 29 anos queixa-se de queimação epigástrica, azia e refluxo. Os sintomas pioram após ingestão de café, molhos e  refrigerantes. Nos últimos 6 meses, são quase diários. É tabagista de 1 maço por dia, há 3 anos. Tem hipertensão arterial e diabetes, que trata de forma regular. IMC: 35 kg/m². A endoscopia evidencia esofagite grau B de Los Angeles e hérnia de hiato de 2 cm. Qual deve ser a abordagem?

Alternativas

  1. A) Cirurgia de Heller-Pinotti.
  2. B) Cirurgia de Nissen.
  3. C) Tratamento clínico inicial, com bloqueador de bomba de prótons e reeducação alimentar e comportamental.
  4. D) Cirurgia de bypass gástrico.
  5. E) Cirurgia de Serra-Dória.

Pérola Clínica

DRGE com esofagite grau B e hérnia de hiato → tratamento clínico inicial com IBP e mudanças no estilo de vida.

Resumo-Chave

A abordagem inicial para DRGE, mesmo com esofagite grau B e hérnia de hiato pequena, é clínica. Isso inclui inibidores de bomba de prótons (IBP) e modificações no estilo de vida, como dieta, perda de peso e cessação do tabagismo, antes de considerar opções cirúrgicas.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando uma parcela significativa da população adulta, e é uma das principais causas de consultas gastroenterológicas. É crucial para residentes compreenderem sua fisiopatologia e manejo. A fisiopatologia da DRGE envolve disfunção do esfíncter esofágico inferior, hérnia de hiato, esvaziamento gástrico retardado e fatores dietéticos/comportamentais. O diagnóstico é clínico, mas a endoscopia digestiva alta é fundamental para avaliar a presença e o grau de esofagite (como a classificação de Los Angeles) e hérnia de hiato. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas típicos de azia e regurgitação. O tratamento inicial é sempre clínico, com foco em inibidores de bomba de prótons (IBP) para suprimir a produção de ácido e modificações no estilo de vida. Isso inclui perda de peso, elevação da cabeceira da cama, evitar alimentos gatilho (café, álcool, gorduras, cítricos) e cessação do tabagismo. A cirurgia (fundoplicatura, como a de Nissen) é reservada para casos refratários ao tratamento clínico otimizado, complicações graves ou pacientes com hérnia de hiato volumosa e sintomas persistentes, não sendo a primeira linha de tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

Os sintomas clássicos da DRGE incluem pirose (azia), regurgitação e dor epigástrica, que podem piorar após refeições, com certos alimentos ou ao deitar.

Quando a cirurgia é indicada para DRGE?

A cirurgia para DRGE é indicada para pacientes com sintomas refratários ao tratamento clínico otimizado, complicações como esôfago de Barrett com displasia de alto grau, estenose esofágica ou hérnia de hiato volumosa.

Quais mudanças no estilo de vida são recomendadas para pacientes com DRGE?

Recomenda-se evitar alimentos gatilho (café, gordurosos, ácidos), perder peso em caso de obesidade, elevar a cabeceira da cama, evitar refeições próximas à hora de dormir e cessar o tabagismo.

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