UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Mulher de 22 anos com queixa de pirose e regurgitação há 3 meses, que piora a noite e com ingestão alcoólica, retorna em consulta após uso de Inibidor de Bomba de Prótons (IBP) por 2 meses, com melhora importante dos sintomas. Assinale a alternativa correta em relação à melhor conduta nesse momento.
DRGE com boa resposta a IBP por 2 meses → tentar observação ou desmame gradual do IBP.
Em pacientes jovens com sintomas típicos de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) que apresentaram melhora significativa com o uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) por um período adequado (2 meses), a conduta inicial mais apropriada é a observação clínica, visando avaliar a necessidade de manutenção ou desmame do IBP.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada por sintomas incômodos e/ou complicações resultantes do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Os sintomas típicos incluem pirose e regurgitação. A DRGE afeta uma parcela significativa da população, impactando a qualidade de vida. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado nos sintomas e na resposta à terapia empírica com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). Os IBP são a terapia mais eficaz para o controle dos sintomas e cicatrização de esofagite. Após um período de tratamento (geralmente 8 semanas), se houver melhora significativa, deve-se considerar a redução da dose ou a interrupção do IBP, com monitoramento clínico. A manutenção do IBP por tempo prolongado sem reavaliação pode levar a efeitos adversos como deficiência de vitamina B12, hipomagnesemia, aumento do risco de infecções entéricas e fraturas ósseas. Procedimentos invasivos como POEM ou cirurgia são reservados para casos refratários à terapia medicamentosa ou com complicações graves.
A descontinuação do IBP pode ser tentada em pacientes com DRGE que apresentaram controle satisfatório dos sintomas por um período, geralmente após 8 semanas de tratamento. A reavaliação clínica é fundamental para guiar essa decisão.
O uso prolongado de IBP pode estar associado a riscos como deficiência de vitamina B12, hipomagnesemia, aumento do risco de infecções entéricas (Clostridium difficile) e, possivelmente, fraturas ósseas.
A pHmetria de 24h é indicada para confirmar o diagnóstico de DRGE em casos atípicos, quando a resposta ao IBP é insatisfatória, ou antes de considerar intervenções cirúrgicas, para documentar o refluxo ácido.
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