PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
A manobra semiológica em que o paciente refere dor na margem radial do punho, quando é realizado desvio ulnar do punho segurando o polegar fletido aponta para o diagnóstico de:
Manobra de Finkelstein (+) = dor na margem radial do punho com desvio ulnar e polegar fletido → Doença de De Quervain.
A manobra de Finkelstein é o teste semiológico clássico para diagnosticar a Doença de De Quervain, uma tenossinovite estenosante que afeta os tendões do abdutor longo do polegar e do extensor curto do polegar no primeiro compartimento dorsal do punho.
A Doença de De Quervain é uma tenossinovite estenosante que afeta os tendões do abdutor longo do polegar (APL) e do extensor curto do polegar (EPB) no primeiro compartimento dorsal do punho. É uma condição comum que causa dor e sensibilidade na margem radial do punho, frequentemente irradiando para o polegar ou antebraço. A compreensão de sua semiologia é vital para o diagnóstico preciso. A manobra de Finkelstein é o teste diagnóstico clássico. Nela, o paciente flete o polegar e o segura com os outros dedos, formando um punho. O examinador então realiza um desvio ulnar passivo do punho. A dor intensa na região do processo estiloide radial é indicativa de um teste positivo. Esta manobra estica os tendões inflamados dentro de seu compartimento estreito, reproduzindo a dor característica. O diagnóstico diferencial inclui rizartrose do polegar, síndrome da intersecção e compressão do nervo radial. O tratamento inicial geralmente envolve repouso, imobilização com órtese, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e fisioterapia. Injeções locais de corticosteroides podem ser eficazes. Em casos refratários, a cirurgia para descompressão do primeiro compartimento dorsal pode ser necessária. Residentes devem dominar a execução e interpretação da manobra de Finkelstein para um manejo adequado desta condição comum.
A Doença de De Quervain afeta os tendões do abdutor longo do polegar (APL) e do extensor curto do polegar (EPB), que passam juntos pelo primeiro compartimento dorsal do punho.
O paciente flete o polegar e o segura com os outros dedos, formando um punho. Em seguida, o examinador realiza um desvio ulnar passivo do punho. A presença de dor aguda na margem radial do punho é considerada um teste positivo.
Fatores de risco incluem atividades repetitivas que envolvem o punho e o polegar, como digitar, usar smartphones, jardinagem, e cuidar de bebês (especialmente levantar o bebê). É mais comum em mulheres, especialmente durante a gravidez e o pós-parto.
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