IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2018
Um funcionário de uma empresa, cujo trabalho requer o uso prolongado de tesouras, corre o risco de desenvolver:
Uso prolongado de tesouras → movimentos repetitivos do polegar e punho → Doença de De Quervain.
A Doença de De Quervain é uma tenossinovite estenosante que afeta os tendões do abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar no primeiro compartimento dorsal do punho, comum em atividades com movimentos repetitivos do punho e polegar.
A Doença de De Quervain é uma tenossinovite estenosante que afeta os tendões do abdutor longo do polegar (APL) e do extensor curto do polegar (EPB) no primeiro compartimento dorsal do punho. É classificada como uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), sendo comum em profissões que exigem movimentos repetitivos de pinça, abdução e extensão do polegar, como costureiras, digitadores, mães de recém-nascidos e, como no caso da questão, quem usa tesouras prolongadamente. A fisiopatologia envolve o espessamento da bainha tendínea que reveste esses tendões, causando atrito e inflamação com os movimentos. Os sintomas característicos incluem dor na face radial do punho, que piora com o movimento do polegar e do punho, inchaço local e, por vezes, crepitação. O diagnóstico é clínico, sendo o Teste de Finkelstein o mais específico: o paciente fecha o polegar dentro dos outros dedos e realiza um desvio ulnar do punho, o que exacerba a dor. O tratamento geralmente começa com medidas conservadoras, como repouso, uso de órteses para imobilização do polegar e punho, aplicação de gelo, anti-inflamatórios não esteroides e fisioterapia. Infiltrações locais de corticoides podem ser eficazes. Em casos refratários ao tratamento conservador, a cirurgia para liberar o primeiro compartimento dorsal do punho é uma opção, proporcionando alívio da dor e restauração da função.
Os sintomas incluem dor na face radial do punho, que pode irradiar para o polegar ou antebraço, inchaço local e dificuldade em realizar movimentos de pinça ou preensão, agravados pelo movimento do polegar e do punho.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. O Teste de Finkelstein é patognomônico: o paciente fecha o polegar dentro dos outros dedos e desvia a mão ulnarmente, provocando dor intensa na região do primeiro compartimento dorsal.
O tratamento inicial é conservador, com repouso, imobilização com órtese, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), fisioterapia e infiltrações de corticoides. Em casos refratários, a cirurgia para descompressão do compartimento pode ser indicada.
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