UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar, em relação ao tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica, que:
Tabagismo + O2 (se PaO2 < 55) = Únicas medidas que ↑ sobrevida na DPOC estável.
Enquanto broncodilatadores (LABA/LAMA) melhoram sintomas e reduzem exacerbações, apenas a interrupção do tabagismo e a oxigenioterapia (em hipoxêmicos graves) comprovadamente reduzem a mortalidade.
O manejo da DPOC baseia-se na classificação GOLD, que avalia a gravidade da obstrução e o risco de exacerbações. A terapia farmacológica foca no alívio de sintomas e prevenção de crises, utilizando preferencialmente a terapia tripla (LABA+LAMA+CI) em perfis específicos. No entanto, o pilar do tratamento para mudar o curso natural da doença e reduzir a mortalidade permanece sendo a cessação do tabagismo. A oxigenioterapia domiciliar deve ser usada por pelo menos 15 horas por dia para garantir o benefício na sobrevida em pacientes hipoxêmicos.
As principais intervenções com evidência de redução de mortalidade são a interrupção definitiva do tabagismo e a oxigenioterapia domiciliar prolongada em pacientes com hipoxemia grave em repouso. Em casos muito selecionados, a cirurgia de redução de volume pulmonar e o transplante também podem ser considerados.
A indicação clássica ocorre quando a PaO2 ≤ 55 mmHg ou SatO2 ≤ 88% em repouso e ar ambiente. Também é indicada se PaO2 entre 56-59 mmHg associada a evidências de cor pulmonale, hipertensão pulmonar ou policitemia (hematócrito > 55%).
Não. O uso de corticoides inalatórios (CI) deve ser criterioso, geralmente associado a LABA/LAMA em pacientes com exacerbações frequentes e contagem de eosinófilos no sangue ≥ 300 células/µL, devido ao risco aumentado de pneumonia.
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