INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um homem de 67 anos de idade, tabagista inveterado (carga tabágica = 82 maços-ano), retorna ao ambulatório de clínica médica para trazer os resultados dos exames complementares que haviam sido solicitados na sua última consulta, quando havia se queixado de dispneia aos esforços e tosse crônica produtiva. Reunindo os dados da anamnese e do exame físico, o médico que o atendera considerou como mais provável o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), solicitando, entre outros exames, a realização de uma espirometria. No resultado desse exame, foram registrados os valores do volume expiratório forçado no 1° segundo (VEF1), da capacidade vital (CVF), da relação VEF1/CVF, do FEF25-75 (fluxo medioexpiratório forçado entre 25% e 75% da CVF) e a resposta ao estímulo com broncodilatador (REB). Para confirmar tal impressão diagnóstica, o resultado que deve estar indispensavelmente presente em sua espirometria é
DPOC: VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador confirma obstrução irreversível do fluxo aéreo.
O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria, que deve demonstrar uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7. A ausência de reversibilidade completa após broncodilatador é crucial para diferenciar de asma e estabelecer o diagnóstico.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por obstrução do fluxo aéreo. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, com o tabagismo sendo o fator de risco mais significativo. A suspeita clínica surge em pacientes com história de tabagismo ou exposição a outros irritantes, apresentando dispneia, tosse crônica e produção de escarro. O diagnóstico de DPOC é fundamentalmente espirométrico. A espirometria deve ser realizada antes e após a administração de um broncodilatador. O critério diagnóstico confirmatório é uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7. O VEF1, embora importante para classificar a gravidade, não é o critério isolado para o diagnóstico de obstrução. A ausência de reversibilidade completa após o broncodilatador é o que distingue a DPOC da asma. O manejo da DPOC envolve cessação do tabagismo, broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA), reabilitação pulmonar e, em casos selecionados, oxigenoterapia. O prognóstico está diretamente relacionado à gravidade da obstrução e à presença de exacerbações. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
O principal critério é a relação VEF1/CVF inferior a 0,7 após a administração de broncodilatador, indicando obstrução do fluxo aéreo que não é totalmente reversível.
O teste broncodilatador é crucial para avaliar a reversibilidade da obstrução. Em DPOC, a obstrução é persistente e não totalmente reversível, o que a diferencia da asma, onde a reversibilidade é geralmente maior.
O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC, causando inflamação crônica nas vias aéreas e parênquima pulmonar, levando à destruição alveolar (enfisema) e remodelamento das pequenas vias aéreas (bronquiolite obstrutiva).
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