PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 68 anos, com diagnóstico prévio de DPOC grave, chega ao Pronto Atendimento com queixas de piora da dispneia, aumento da sibilância e alteração no aspecto do escarro, que agora está mais purulento. Ele relata tosse produtiva há três dias e nega febre. O paciente apresenta saturação de oxigênio em ar ambiente de 84%. Ao exame físico, observa-se uso de musculatura acessória e ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Ele está consciente e orientado, mas dispneico.Qual dispositivo de oxigênio seria o mais adequado para este paciente?
DPOC agudizado com hipoxemia → Máscara de Venturi para FiO2 controlada e evitar hipercapnia.
Em pacientes com DPOC agudizado e hipoxemia, a oxigenoterapia deve ser cuidadosamente controlada para evitar a supressão do drive respiratório hipóxico e a consequente hipercapnia. A Máscara de Venturi é o dispositivo de escolha por permitir a entrega de uma Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2) precisa e constante, minimizando os riscos de retenção de CO2.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, frequentemente associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do pulmão a partículas ou gases nocivos. As exacerbações agudas da DPOC são eventos comuns que levam à piora dos sintomas respiratórios e frequentemente exigem hospitalização. O manejo adequado da exacerbação, incluindo a oxigenoterapia, é crucial para prevenir complicações e melhorar o prognóstico do paciente. Durante uma exacerbação de DPOC, a hipoxemia é comum e requer correção. No entanto, a fisiopatologia da DPOC altera o drive respiratório, que passa a ser predominantemente estimulado pela hipoxemia, em vez da hipercapnia. A administração indiscriminada de oxigênio em altas concentrações pode suprimir esse drive hipóxico, levando à hipoventilação e ao acúmulo de dióxido de carbono (hipercapnia), o que agrava a acidose respiratória e pode deteriorar o quadro clínico. Por isso, a oxigenoterapia em DPOC deve ser controlada e titulada. A Máscara de Venturi é o dispositivo de escolha para a oxigenoterapia em pacientes com DPOC, pois permite a entrega de uma Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2) precisa e constante, independentemente do padrão respiratório do paciente. Isso garante que a hipoxemia seja corrigida sem induzir hipercapnia significativa. A FiO2 inicial geralmente varia de 24% a 28%, com o objetivo de manter a saturação de oxigênio entre 88% e 92%. O monitoramento contínuo da saturação e, se possível, da gasometria arterial, é fundamental para ajustar a FiO2 e garantir a segurança do paciente.
A Máscara de Venturi é ideal para pacientes com DPOC porque permite a entrega de uma Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2) precisa e constante, independentemente do padrão respiratório do paciente. Isso é crucial para evitar a hipercapnia, que pode ocorrer se o oxigênio for administrado em excesso.
O objetivo é corrigir a hipoxemia (manter saturação entre 88-92%) com a menor FiO2 possível, evitando a hipercapnia e a acidose respiratória. A oxigenoterapia deve ser titulada para alcançar a saturação alvo de forma segura.
A administração excessiva de oxigênio em pacientes com DPOC pode levar à supressão do drive respiratório hipóxico, resultando em hipoventilação, retenção de dióxido de carbono (hipercapnia), acidose respiratória e, em casos graves, coma e óbito.
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