IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre DPOC, julgue os itens a seguir. I. O roflumilaste é um inibidor seletivo da fosfodiesterase-4 (PDE4) e age bloqueando a atividade dessa enzima, aumentando os níveis intracelulares de AMPc, com consequente redução na atividade inflamatória celular. Está indicado a partir do estágio moderado de DPOC. II. Ensaios clínicos sugerem que o aumento do eosinófilo sérico pode ser um biomarcador para o risco futuro de exacerbação de DPOC (E-DPOC) em pacientes exacerbadores e preveem os benefícios da terapia com corticoesteroides inalatórios na prevenção de E-DPOC. III. Em pacientes com DPOC grave ou muito grave, a tripla terapia (antimuscarínico de longa ação, β-agonista de longa ação, corticoide inalatório) não evidenciou redução no número de hospitalizações e exacerbações.Pode-se afirmar que apenas:
Eosinofilia sérica em DPOC = biomarcador de risco de exacerbação e resposta a corticoides inalatórios.
O eosinófilo sérico elevado em pacientes com DPOC exacerbadores é um biomarcador importante que indica maior risco de futuras exacerbações e prediz uma boa resposta à terapia com corticosteroides inalatórios (ICS) na prevenção dessas exacerbações.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. O manejo da DPOC visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. Novas abordagens terapêuticas e biomarcadores têm sido explorados para otimizar o tratamento. O roflumilaste, um inibidor seletivo da fosfodiesterase-4 (PDE4), atua reduzindo a inflamação pulmonar. Sua indicação é para pacientes com DPOC grave a muito grave, com componente de bronquite crônica e histórico de exacerbações, não sendo indicado a partir do estágio moderado de forma generalizada. A eosinofilia sérica emergiu como um biomarcador importante: níveis elevados de eosinófilos em pacientes com DPOC, especialmente aqueles com histórico de exacerbações, indicam um maior risco de futuras exacerbações e predizem uma boa resposta à terapia com corticosteroides inalatórios (ICS). Em relação à tripla terapia (combinação de um antimuscarínico de longa ação - LAMA, um beta-agonista de longa ação - LABA, e um corticoide inalatório - ICS), ensaios clínicos robustos, como o estudo IMPACT, demonstraram que ela é eficaz em pacientes com DPOC grave ou muito grave. Essa terapia combinada evidenciou redução significativa no número de exacerbações e hospitalizações, melhorando a função pulmonar e a qualidade de vida, contrariando a afirmação de que não haveria redução.
O roflumilaste é um inibidor seletivo da fosfodiesterase-4 (PDE4), que reduz a inflamação. É indicado para pacientes com DPOC grave a muito grave, com bronquite crônica e histórico de exacerbações, para reduzir a frequência dessas exacerbações.
A eosinofilia sérica em pacientes com DPOC, especialmente aqueles com histórico de exacerbações, tem sido identificada como um biomarcador. Níveis elevados de eosinófilos indicam um maior risco de futuras exacerbações e predizem uma melhor resposta à terapia com corticosteroides inalatórios (ICS).
Sim, a tripla terapia (combinação de um antimuscarínico de longa ação, um beta-agonista de longa ação e um corticoide inalatório) demonstrou ser eficaz em pacientes com DPOC grave ou muito grave, reduzindo significativamente o número de exacerbações e hospitalizações, melhorando a função pulmonar e a qualidade de vida.
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