Manejo da DPOC: Prevenindo Exacerbações Recorrentes

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 75 anos, do sexo masculino, diabético e com diagnóstico de DPOC, vem em consulta de retorno com o relato de ter apresentado quadros de gripe recorrente, com três idas ao PS no último semestre. Está em uso de Formoterol 12 mcg 2 x dia de forma regular e aminofilina em episódios de piora do quadro. Qual seria a conduta a ser tomada?

Alternativas

  1. A) Suspender o Formoterol e acrescentar Brometo de Tiotrópio.
  2. B) Associar o Brometo de Tiotrópio.
  3. C) Associar corticoide inalatório.
  4. D) Manter Formoterol e associar Brometo de Ipatrópio.
  5. E) Trocar aminofilina por teofilina

Pérola Clínica

DPOC com exacerbações frequentes apesar de LABA → associar corticoide inalatório (LABA/CI).

Resumo-Chave

Em pacientes com DPOC e exacerbações frequentes (≥2 moderadas ou ≥1 grave/ano) ou hospitalizações, a associação de corticoide inalatório (CI) a um broncodilatador de longa ação (LABA) é indicada para reduzir o risco de novas exacerbações, conforme as diretrizes GOLD.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. As exacerbações agudas são eventos críticos que impactam a qualidade de vida, aceleram o declínio da função pulmonar e aumentam a mortalidade, sendo um desafio importante na prática clínica. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas, remodelamento e destruição do parênquima pulmonar. O diagnóstico é confirmado pela espirometria. Pacientes com exacerbações frequentes, como o caso descrito, indicam uma doença mais grave e um risco aumentado de eventos futuros. A avaliação da frequência e gravidade das exacerbações é crucial para guiar a terapia. O tratamento da DPOC é escalonado. Broncodilatadores de longa ação (LABA e/ou LAMA) são a base. Em pacientes com exacerbações recorrentes, a associação de um corticoide inalatório (CI) a um LABA (ou LABA/LAMA/CI) é fundamental para reduzir a frequência e gravidade das exacerbações, conforme as diretrizes GOLD. A vacinação (influenza e pneumocócica) também é essencial para prevenir infecções que podem desencadear exacerbações.

Perguntas Frequentes

Quando considerar a associação de corticoide inalatório na DPOC?

A associação de corticoide inalatório é indicada para pacientes com DPOC que apresentam exacerbações frequentes (duas ou mais moderadas, ou uma grave por ano) apesar do uso regular de broncodilatadores de longa ação.

Qual o papel do Formoterol no tratamento da DPOC?

Formoterol é um beta-2 agonista de longa ação (LABA) que atua como broncodilatador, sendo a base do tratamento de manutenção para alívio dos sintomas na DPOC.

Quais são os principais fatores de risco para exacerbações de DPOC?

Os principais fatores de risco incluem histórico de exacerbações prévias, gravidade da obstrução das vias aéreas, comorbidades (como diabetes) e exposição contínua a irritantes pulmonares.

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