UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), qual dos medicamentos a seguir citados é o de maior relevância no seu tratamento?
DPOC: Broncodilatadores (LABA/LAMA) são a base do tratamento para alívio sintomático e melhora da função pulmonar.
Os broncodilatadores são a pedra angular do tratamento sintomático da DPOC, pois agem relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, reduzindo a hiperinsuflação e melhorando o fluxo aéreo. Broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) são preferidos para uso regular e de manutenção.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. A DPOC é uma das principais causas de morbidade e mortalidade globalmente, e seu manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica, remodelamento das vias aéreas, destruição do parênquima pulmonar (enfisema) e hipersecreção de muco. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra limitação do fluxo aéreo pós-broncodilatador (VEF1/CVF < 0,70). Os sintomas incluem dispneia, tosse crônica e produção de escarro, que impactam significativamente a vida diária. No tratamento da DPOC, os broncodilatadores são a classe de medicamentos de maior relevância. Eles atuam relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, o que reduz a hiperinsuflação pulmonar e melhora a dispneia e a tolerância ao exercício. Os broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) são a base do tratamento de manutenção, sendo frequentemente utilizados em combinação. Outras terapias, como corticosteroides inalatórios, são adicionadas em subgrupos específicos de pacientes, mas os broncodilatadores permanecem como a terapia central para o alívio sintomático.
O principal objetivo é reduzir os sintomas, diminuir a frequência e gravidade das exacerbações, melhorar a tolerância ao exercício e a qualidade de vida, e retardar a progressão da doença, embora não cure a condição.
São utilizados beta-2 agonistas (de curta e longa ação - SABA e LABA) e anticolinérgicos (de curta e longa ação - SAMA e LAMA). Os de longa ação são preferidos para o tratamento de manutenção devido à sua maior duração de efeito.
Corticosteroides inalatórios (CI) são geralmente indicados em pacientes com DPOC grave e histórico de exacerbações frequentes, especialmente se houver evidência de eosinofilia no sangue periférico, e sempre em combinação com LABA e/ou LAMA, nunca como monoterapia.
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