UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica moderada (GOLD 2), que vinha recebendo tratamento contínuo com formoterol inalatório, permanecia com dispneia aos pequenos esforços, mas sem exacerbações da doença nos últimos 12 meses. Nesse contexto, qual o escalonamento de tratamento mais adequado?
DPOC GOLD 2 com dispneia persistente em LABA → adicionar LAMA (terapia dupla broncodilatadora).
Paciente com DPOC GOLD 2 e dispneia persistente, mesmo em uso de LABA (formoterol), indica a necessidade de escalonamento terapêutico. A próxima etapa, conforme as diretrizes GOLD, é adicionar um broncodilatador de outra classe, como um anticolinérgico de longa ação (LAMA), para otimizar o controle dos sintomas.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) estratifica a doença com base na gravidade da obstrução do fluxo aéreo e no risco de exacerbações e sintomas. O paciente em questão tem DPOC GOLD 2 (moderada) e apresenta dispneia aos pequenos esforços, apesar do uso contínuo de formoterol, um β2-agonista de longa ação (LABA). As diretrizes GOLD recomendam um escalonamento terapêutico para pacientes que permanecem sintomáticos. Nesse contexto, a adição de um broncodilatador de outra classe, como um anticolinérgico de longa ação (LAMA), é a conduta mais adequada. A terapia dupla broncodilatadora (LABA + LAMA) é superior à monoterapia na melhora da função pulmonar, redução da dispneia e diminuição das exacerbações, sendo a próxima etapa lógica no manejo da DPOC sintomática sem exacerbações frequentes.
A classificação GOLD 2 para DPOC moderada é definida por VEF1 entre 50% e 80% do previsto, com relação VEF1/CVF < 0,70, e sintomas que impactam a qualidade de vida do paciente.
Um LAMA (anticolinérgico de longa ação) deve ser adicionado quando o paciente com DPOC apresenta dispneia persistente ou exacerbações, mesmo em uso de um LABA (β2-agonista de longa ação) isolado, para otimizar a broncodilatação.
Corticosteroides inalatórios são geralmente indicados para pacientes com DPOC que apresentam exacerbações frequentes (≥2 moderadas ou ≥1 grave por ano) ou que têm eosinofilia no sangue, não sendo a primeira escolha para dispneia isolada.
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