SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Um paciente de 56 anos procura auxílio médico por queixa de dispneia progressiva aos esforços há cerca de 2 anos, atualmente para esforços como subir dois lances de escadas. Sem ortopneia, nega dor torácica, tosse ou edema periférico. É hipertenso, e usa enalapril. É tabagista, com carga de 15 maços/ano, e não manifesta interesse em parar de fumar. Ao exame clínico, a pressão arterial é de 120 x 84 mmHg, e inexistem anormalidades significativas na propedêutica cardiopulmonar. Analise as afirmativas abaixo sobre a situação descrita: I. A ausência de tosse não afasta o diagnóstico de DPOC; II. Se houver áreas de enfisema na tomografia de tórax, o diagnóstico de DPOC estará confirmado; III. Espirometria com relação VEF₁ /CVF reduzida favoreceria o diagnóstico de DPOC; IV. Deve ser prescrito bupropiona ou nicotina (transdérrmico ou goma) imediatamente, pois a cessação do tabagismo aumenta a sobrevida. Estão corretas:
DPOC: dispneia + tabagismo, diagnóstico por VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador, tosse pode estar ausente.
O diagnóstico de DPOC é clínico-funcional, baseado em sintomas (dispneia, tosse, expectoração), história de exposição a fatores de risco (principalmente tabagismo) e confirmado pela espirometria com obstrução persistente (VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador). A ausência de tosse não exclui o diagnóstico, e a tomografia pode sugerir enfisema, mas não confirma DPOC sem espirometria. A cessação do tabagismo é crucial, mas a prescrição de farmacoterapia depende do interesse do paciente.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por obstrução do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É uma das principais causas de morbimortalidade global, com o tabagismo sendo o fator de risco mais significativo. Para residentes, o reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais. O diagnóstico da DPOC é clínico-funcional. A suspeita surge em pacientes com dispneia, tosse crônica, expectoração e história de exposição a fatores de risco. A espirometria é o exame padrão-ouro, demonstrando uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7. A ausência de tosse não exclui o diagnóstico, e a tomografia de tórax pode mostrar enfisema, mas não é confirmatória por si só. O tratamento da DPOC visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante, sendo a única que comprovadamente altera a história natural da doença. Embora a farmacoterapia (bupropiona, terapia de reposição de nicotina) seja eficaz, ela deve ser oferecida quando o paciente demonstra interesse em parar de fumar.
O principal fator de risco é o tabagismo, mas a exposição a fumaça de biomassa, poluição do ar e poeiras ocupacionais também contribuem significativamente para o desenvolvimento da DPOC.
A espirometria é essencial porque mede a função pulmonar e detecta a obstrução persistente do fluxo aéreo (relação VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador), que é o critério diagnóstico confirmatório da DPOC.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz para retardar a progressão da DPOC e aumentar a sobrevida, independentemente do estágio da doença. No entanto, a farmacoterapia para cessação deve ser oferecida quando o paciente manifesta interesse.
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