PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Em relação à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), analise as afirmações a seguir: I - Asma brônquica é a doença com maior confusão diagnóstica. Ela difere da DPOC em muitos aspectos, desde a epidemiologia até o processo inflamatório e, principalmente, pela resposta ao tratamento com corticoide inalatório. A boa resposta clínica ao uso de corticoide inalatório nestes pacientes confirma o diagnóstico de asma. II - A radiografia torácica é raramente para o diagnóstico mas para afastar outras doenças pulmonares, principalmente a neoplasia pulmonar. III - A tomografia computadorizada de tórax está indicada na DPOC em casos especiais, como suspeita da presença de bronquiectasias ou bolhas, indicação de correção cirúrgica destas ou programação de cirurgia redutora de volume. IV - A limitação do fluxo aéreo é melhor medida pela espirometria, e este é o teste mais disponível e reprodutível para avaliar a função pulmonar. A existência de limitação do fluxo aéreo é definida pela presença da relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 pós-broncodilatador. Assinale a alternativa CORRETA:
DPOC vs Asma: espirometria (VEF1/CVF < 0,7 pós-BD) define DPOC; resposta a corticoide inalatório diferencia asma.
Todas as afirmações estão corretas. A asma é o principal diagnóstico diferencial da DPOC, distinguindo-se pela resposta reversível à broncodilatação e aos corticoides. A radiografia e a tomografia são úteis para afastar outras patologias ou para indicações específicas. A espirometria é o padrão-ouro para o diagnóstico de DPOC, com VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e irreversível, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. O diagnóstico correto e a diferenciação de outras doenças pulmonares são cruciais para o manejo adequado. O principal diagnóstico diferencial da DPOC é a asma brônquica. Embora ambas apresentem obstrução do fluxo aéreo, a asma é caracterizada por uma obstrução reversível e uma resposta significativa ao tratamento com corticoides inalatórios, o que não ocorre na DPOC. A epidemiologia, a fisiopatologia e o tipo de inflamação também diferem entre as duas condições. A espirometria é o exame fundamental para o diagnóstico da DPOC, confirmando a limitação do fluxo aéreo pela relação VEF1/CVF < 0,70 após broncodilatador. Exames de imagem como a radiografia de tórax são úteis para excluir outras patologias (como neoplasias) e a tomografia computadorizada é reservada para casos específicos, como a identificação de bronquiectasias, bolhas enfisematosas ou para planejamento cirúrgico. A compreensão desses aspectos é essencial para a prática clínica e para as provas de residência.
A espirometria é o padrão-ouro para o diagnóstico da DPOC, definindo a limitação do fluxo aéreo pela relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 após o uso de broncodilatador, indicando obstrução irreversível.
A asma se diferencia da DPOC pela reversibilidade da obstrução ao fluxo aéreo após broncodilatador e pela boa resposta clínica ao corticoide inalatório, além de ter epidemiologia e processo inflamatório distintos.
A tomografia de tórax é indicada em casos especiais de DPOC, como suspeita de bronquiectasias, bolhas enfisematosas grandes, para planejamento de cirurgia redutora de volume ou para afastar neoplasias pulmonares.
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