DPOC: Diagnóstico e Características Essenciais

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva crônica (DPOC) é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) os sintomas mais comuns são tosse, produção de escarro, dispneia aos esforços e taquicardia.
  2. B) nos estágios iniciais, os pacientes costumam apresentar sinais de hiperinsuflação, que incluem tórax em barril.
  3. C) a doença avançada nunca é acompanhada de caquexia, perda significativa de peso e perda difusa do tecido adiposo subcutâneo.
  4. D) a manifestação clássica da DPOC é obstrução do fluxo aéreo. As provas de função pulmonar mostram obstrução ventilatória com reduções de VEF1 e VEF1/CVF.
  5. E) o tabagismo é o principal fator de risco ambiental na patogênese da DPOC e não existe qualquer fator genético relacionado à doença.

Pérola Clínica

DPOC = obstrução fluxo aéreo irreversível + VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador na espirometria.

Resumo-Chave

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é definida pela obstrução persistente do fluxo aéreo, que é progressiva e associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e pulmões a partículas ou gases nocivos. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que mostra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo o tabagismo o principal fator de risco ambiental, embora fatores genéticos como a deficiência de alfa-1 antitripsina também contribuam. O diagnóstico definitivo da DPOC é feito pela espirometria, que demonstra uma obstrução ventilatória não totalmente reversível. A relação VEF1/CVF (volume expiratório forçado no primeiro segundo / capacidade vital forçada) pós-broncodilatador menor que 0,7 é o critério diagnóstico. Os sintomas clássicos incluem tosse crônica, produção de escarro e dispneia progressiva aos esforços, que pioram com o tempo. Sinais como tórax em barril e hiperinsuflação são mais comuns em estágios avançados da doença. O manejo da DPOC visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício e a qualidade de vida. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante. Broncodilatadores são a base do tratamento farmacológico. Em estágios avançados, a DPOC pode levar a complicações como caquexia, hipertensão pulmonar e cor pulmonale, ressaltando a importância do diagnóstico e manejo precoces.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal característica diagnóstica da DPOC?

A principal característica diagnóstica da DPOC é a obstrução persistente e geralmente progressiva do fluxo aéreo, que não é totalmente reversível. Isso é objetivamente demonstrado pela espirometria, com uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7.

Quais são os sintomas mais comuns da DPOC?

Os sintomas mais comuns da DPOC incluem tosse crônica, produção de escarro e dispneia progressiva aos esforços. A dispneia é frequentemente o sintoma mais limitante e o que leva o paciente a procurar ajuda médica.

A DPOC pode estar associada a perda de peso e caquexia?

Sim, a doença avançada da DPOC pode ser acompanhada de caquexia, perda significativa de peso e perda difusa do tecido adiposo subcutâneo. Isso ocorre devido ao aumento do trabalho respiratório, inflamação sistêmica e alterações metabólicas.

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