SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias e SatO2 = 92%, com canula nasal fornecendo fluxo de 4 litros por minuto. Verificaram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC =110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Provavelmente, a enfermidade apresentada está associada à destruição do parênquima.
Tabagismo + VEF1 < 70% pós-BD + dispneia/tosse crônica → DPOC, frequentemente com componente enfisematoso e destruição parenquimatosa.
O paciente apresenta um quadro clínico clássico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), com histórico de tabagismo intenso, tosse crônica, dispneia e espirometria com VEF1 < 70% do previsto e não responsivo a broncodilatador. A DPOC é uma doença progressiva caracterizada por obstrução crônica do fluxo aéreo, que é frequentemente associada à destruição do parênquima pulmonar (enfisema).
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que é progressiva e não totalmente reversível. É causada principalmente pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o fator de risco mais importante. O quadro clínico do paciente, com histórico de tabagismo intenso, tosse crônica, dispneia progressiva e espirometria com VEF1 de 45% do previsto sem resposta a broncodilatador, é altamente sugestivo de DPOC. A DPOC engloba duas entidades principais: a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. A bronquite crônica é definida clinicamente pela presença de tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, por dois anos consecutivos. O enfisema, por sua vez, é uma definição anatomopatológica caracterizada pela destruição dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, com alargamento anormal desses espaços e sem fibrose óbvia. A destruição do parênquima pulmonar, que é a essência do enfisema, leva à perda da elasticidade pulmonar, colapso das vias aéreas durante a expiração e aprisionamento de ar, contribuindo significativamente para a limitação do fluxo aéreo e a dispneia. Portanto, a afirmação de que a enfermidade está associada à destruição do parênquima está correta, pois o enfisema é um componente fundamental da DPOC, especialmente em tabagistas. A exacerbação aguda da DPOC, como a apresentada pelo paciente, é um evento grave que requer internação e manejo adequado da hipoxemia e da infecção subjacente.
Os critérios incluem histórico de exposição a fatores de risco (principalmente tabagismo), sintomas respiratórios crônicos (tosse, dispneia) e espirometria com relação VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador.
O tabagismo causa inflamação crônica nas vias aéreas, levando à liberação de proteases que destroem as paredes alveolares e o tecido elástico do pulmão, resultando em enfisema e perda da função pulmonar.
A bronquite crônica é definida clinicamente por tosse produtiva na maioria dos dias por pelo menos 3 meses em 2 anos consecutivos, enquanto o enfisema é uma definição patológica de destruição dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais. Ambos contribuem para a DPOC.
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