UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Paciente feminino, 76 anos, tabagista de 1 maço de cigarro por dia desde a adolescência e hipertensa, buscou a Unidade Básica de Saúde pois tem apresentado dispneia aos pequenos esforços, além de tosse com espectoração brancacenta. Já esteve internada por duas vezes nos últimos doze meses por quadro de pneumonia adquirida na comunidade, tratada com ceftriaxone e levofloxacino. Ao exame físico, apresentava tórax em tonel, sibilos e roncos esparsos por ambos os hemitóraces.A respeito do referido caso, assinale a afirmativa correta.
DPOC em tabagista crônico: tórax em tonel, sibilos/roncos, dispneia. Radiografia pode mostrar hiperinsuflação, retificação diafragmática e coração em gota.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum em tabagistas crônicos, caracterizada por dispneia, tosse e expectoração. Os achados radiográficos típicos incluem sinais de hiperinsuflação pulmonar, como retificação das cúpulas diafragmáticas, aumento dos espaços intercostais e coração 'em gota', que refletem o aprisionamento aéreo e o enfisema.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, e o tabagismo é o principal fator de risco. Os sintomas incluem dispneia progressiva, tosse crônica e produção de escarro. A história de tabagismo de longa data, como no caso da paciente, é um forte indicativo da doença. O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria, que demonstra uma relação VEF1/CVF (volume expiratório forçado no primeiro segundo / capacidade vital forçada) pós-broncodilatador menor que 0,70. No entanto, a radiografia de tórax, embora não diagnóstica por si só, pode fornecer achados sugestivos de hiperinsuflação pulmonar e enfisema, como o tórax em tonel, retificação das cúpulas diafragmáticas, aumento dos espaços intercostais e o coração 'em gota' (verticalizado). Esses sinais são importantes para levantar a suspeita clínica. O manejo da DPOC envolve cessação do tabagismo, broncodilatadores (beta-2 agonistas e anticolinérgicos de longa ação), corticosteroides inalatórios em casos selecionados, reabilitação pulmonar e oxigenioterapia domiciliar para pacientes com hipoxemia crônica. A prevenção de exacerbações, muitas vezes causadas por infecções como pneumonia, é um pilar fundamental do tratamento. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) auxilia na estratificação da gravidade e na orientação terapêutica, considerando o VEF1, sintomas e histórico de exacerbações.
Os principais achados incluem sinais de hiperinsuflação pulmonar, como retificação das cúpulas diafragmáticas, aumento dos espaços intercostais, horizontalização das costelas, aumento do espaço retroesternal e o coração 'em gota' (verticalizado e estreito).
A espirometria é essencial para o diagnóstico de DPOC, mostrando uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,70. A gravidade da obstrução é classificada pelo VEF1, conforme as diretrizes GOLD, que também consideram sintomas e histórico de exacerbações para a classificação ABCD.
A oxigenioterapia domiciliar de longo prazo está indicada para pacientes com DPOC que apresentam hipoxemia crônica grave, definida por PaO2 ≤ 55 mmHg ou saturação de oxigênio ≤ 88% em ar ambiente, ou PaO2 entre 56-59 mmHg com evidência de cor pulmonale ou policitemia.
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