DPOC Grupo A: Tratamento Inicial com Broncodilatadores

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 60 anos é avaliada por um queixa de dispneia aos esforços há dois anos. Ela apresenta dispneia e sibilos quando sobe ladeiras, especialmente se carrega alguma coisa consigo. Nega outros sintomas. Cessou tabagismo há 5 anos e tem história de hipertensão. Medicamentos de uso habitual incluem Hidroclorotiazida e Ramipril. Ao exame físico, sinais vitais estão normais. SpO2 de 97% em ar ambiente. Ausculta pulmonar e avaliação cardiovascular sem alterações dignas de nota. Laboratório evidencia Hemoglobina normal. Espirometria evidencia FEV1 de 75% do predito, com FEV1/FVC de 0,65. ECG e Radiografia de tórax normais.Qual o tratamento inicial MAIS ADEQUADO?

Alternativas

  1. A) Roflumilast.
  2. B) Broncodilatadores de longa e curta duração.
  3. C) Broncodilatador de curta duração.
  4. D) Broncodilatador de curta duração e corticoide inalatório.
  5. E) Prednisona via oral.

Pérola Clínica

DPOC (FEV1/FVC < 0,70) com dispneia leve e sem exacerbações frequentes (Grupo A GOLD) → Broncodilatador de curta duração.

Resumo-Chave

A paciente apresenta critérios espirométricos para DPOC (FEV1/FVC < 0,70) e sintomas leves (dispneia aos esforços, sibilos) sem história de exacerbações frequentes. De acordo com a classificação GOLD, ela se encaixa no Grupo A, cujo tratamento inicial recomendado é um broncodilatador de curta duração para alívio sintomático.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra uma relação FEV1/FVC pós-broncodilatador inferior a 0,70. A paciente do caso apresenta dispneia aos esforços e sibilos, com histórico de tabagismo e espirometria compatível com DPOC (FEV1/FVC de 0,65). Com base na classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), que considera a gravidade dos sintomas e o risco de exacerbações, esta paciente se enquadra no Grupo A. Este grupo é caracterizado por poucos sintomas (avaliados por escalas como mMRC ou CAT) e baixo risco de exacerbações. Para pacientes do Grupo A, o tratamento inicial mais adequado e recomendado pelas diretrizes GOLD é o uso de broncodilatadores de curta duração (SABAs ou SAMAs), conforme a necessidade, para alívio sintomático. Broncodilatadores de longa duração, corticoides inalatórios ou outras terapias mais complexas são reservados para pacientes com maior carga sintomática ou histórico de exacerbações frequentes (Grupos B, C e D). A cessação do tabagismo, já realizada pela paciente, é a intervenção mais importante para modificar o curso da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios espirométricos para o diagnóstico de DPOC?

O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria pós-broncodilatador, que revela uma relação FEV1/FVC (volume expiratório forçado no primeiro segundo / capacidade vital forçada) < 0,70.

Como a classificação GOLD orienta o tratamento inicial da DPOC?

A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) estratifica os pacientes em grupos A, B, C e D com base nos sintomas e histórico de exacerbações. O Grupo A, com poucos sintomas e baixo risco de exacerbações, tem como tratamento inicial broncodilatadores de curta duração.

Qual o papel dos broncodilatadores de curta duração no tratamento da DPOC?

Os broncodilatadores de curta duração (SABAs ou SAMAs) são usados para alívio rápido dos sintomas de dispneia e broncoespasmo. Eles são a primeira linha de tratamento para pacientes do Grupo A da DPOC, proporcionando melhora da qualidade de vida.

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