CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
M. S. 72 anos, funcionário público, aposentado. Fumante desde os 20 anos de idade (80maços/ano), começou a apresentar dispneia há pelo menos dez anos, progressiva, acompanhada de tosse pouco produtiva. Negava antecedentes de asma ou chiado. Há quatro anos tinha dispneia aos pequenos esforços e começou a ter exacerbações frequentes caracterizada por piora da dispneia, chiado e tosse. Há dois anos houve piora da dispneia, maior limitação para atividade física e aumento da frequência das exacerbações. Há uma semana apresentou nova exacerbação - procurou o setor de emergência para avaliação, sendo posteriormente encaminhado ao Pneumologista. Ao exame: sinais vitais normais, satO2: 91%, IMC: 22,3 kg/m2, longilíneo, sem cianose, sem edema ou turgência. Tórax: em barril, expansibilidade e comprimento laríngeo reduzidos, respiração com lábios semicerrados, hipersonoridade a percussão, redução difusa do murmúrio vesicular, sem ruídos adventícios. Ausculta cardíaca: ritmo regular, hipofonese de bulhas Exames complementares Espirometria: CVF: 1,95 (68%) VEF1: 0,73 (32%) VEF1/CVF 0,47 (52%)Baseado no enunciado acima qual a resposta CORRETA com relação a opção terapêutica adequada para o caso acima.
DPOC grave (GOLD D) com exacerbações → LABA/LAMA + Corticoide Inalatório (ICS).
O paciente apresenta DPOC grave (VEF1 < 50% e histórico de exacerbações, classificando-o como GOLD D). Para este estágio, a terapia combinada com broncodilatadores de longa ação (LABA/LAMA) é a base, e a adição de corticoide inalatório (ICS) é indicada para pacientes com exacerbações frequentes.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e irreversível caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. É uma das principais causas de morbimortalidade global, e seu manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir exacerbações. O diagnóstico é estabelecido pela espirometria, que demonstra obstrução irreversível ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador). A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) estratifica os pacientes com base na gravidade da obstrução (VEF1) e no risco de exacerbações e sintomas, orientando a abordagem terapêutica. O tratamento farmacológico da DPOC visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício. Broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) são a base da terapia. Corticoides inalatórios (ICS) são adicionados em pacientes com maior risco de exacerbações, especialmente aqueles com fenótipo asmático ou eosinofilia. A reabilitação pulmonar e a cessação do tabagismo são componentes não farmacológicos essenciais.
O diagnóstico de DPOC é confirmado por espirometria com VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70. A gravidade é determinada pelo VEF1.
O ICS é indicado para pacientes com DPOC moderada a grave (GOLD C ou D) que apresentam exacerbações frequentes, geralmente em combinação com LABA e/ou LAMA.
A classificação GOLD (A, B, C, D) integra sintomas, risco de exacerbações e grau de obstrução para guiar a escolha da terapia farmacológica, individualizando o tratamento para cada paciente.
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