UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Juarez, 59 anos apresenta "falta de ar" aos mínimos esforços, mesmo estando em repouso. Tem dificuldade em deitar-se, permanecendo sentado tentando dormir. Fuma 40 cigarros por dia desde os 17 anos de idade. Nega dor torácica, febre, calafrios e edema de membros inferiores. Refere tosse com escarro marrom-amarelado todas as manhãs ao longo de vários anos. Ao exame: FC de 96 bpm, afebril, FR de 28 irpm, com lábios cianóticos, com respiração difícil utilizando a musculatura acessória. O exame do tórax revela sibilos e roncos bilateralmente, mas sem crepitações. O diâmetro anteroposterior do tórax parece aumentado. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico apresentado pelo paciente:
Tabagista crônico + dispneia progressiva + tosse produtiva + tórax em barril + sibilos/roncos → DPOC exacerbada.
O paciente apresenta um quadro clássico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) em exacerbação grave, evidenciado pelo histórico de tabagismo intenso, dispneia progressiva, tosse crônica, sinais de esforço respiratório e achados de tórax em barril, sibilos e roncos.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator etiológico. É fundamental para residentes reconhecerem a DPOC e suas exacerbações, que são eventos agudos de piora dos sintomas respiratórios que requerem intervenção. O diagnóstico clínico da DPOC é baseado na história de tabagismo ou exposição a fatores de risco, associada a sintomas como dispneia progressiva, tosse crônica e produção de escarro. O exame físico pode revelar tórax em barril, sibilos, roncos e sinais de esforço respiratório. Uma exacerbação grave é indicada por aumento da dispneia, taquipneia, uso de musculatura acessória e cianose. O manejo de uma exacerbação grave da DPOC envolve oxigenoterapia, broncodilatadores (beta-2 agonistas de curta ação e anticolinérgicos), corticosteroides sistêmicos e, em casos de infecção, antibióticos. A ventilação não invasiva ou invasiva pode ser necessária. A prevenção de exacerbações e a reabilitação pulmonar são cruciais no manejo a longo prazo.
O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC, sendo responsável pela maioria dos casos. Outros fatores incluem exposição a poeiras e produtos químicos ocupacionais, e poluição do ar.
Sinais de exacerbação grave incluem aumento da dispneia, uso de musculatura acessória, cianose, taquipneia, alteração do nível de consciência e piora da tosse e expectoração.
A história de tabagismo pesado e a progressão crônica dos sintomas favorecem DPOC. A asma geralmente tem início mais precoce, variabilidade dos sintomas e reversibilidade da obstrução.
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