CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Genesio tem 58 anos, é hipertenso, diabético e extabagista com uma carga tabágica de 40 maçosano. Parou de fumar há 5 anos atrás ao receber o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica e diabetes. Mesmo depois de parar de fumar nota que segue com tosse e pigarro e que no último ano começou a apresentar dispnéia aos esforços, antes para subir escadas e hoje nota dispnéia mesmo andando no plano uma distância de cerca de 100 metros. Já realizou eletrocardiograma que evidenciava sobrecarga ventricular esquerda e ecocardiograma transtorácico sem evidências de remodelamento, de áreas de hipocinesia e com fração de ejeção normal. A radiografia de tórax evidenciou sinais de hiperinsuflação e espirometria evidenciou distúrbio obstrutivo moderado com VEF1 pós broncodilatador de 52% do previsto. Ao longo dos últimos 12 meses apresentou 3 exacerbações respiratórias necessitando fazer uso de antibióticos e corticoide oral para resolução do quadro, mas não precisou de internações hospitalares. Ao exame físico apresenta murmúrio vesicular difusamente diminuído e ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas em 2 tempos e sem sopros. FC 87 bpm; SpO2 96% a.a. FR 18irpm. Sem edema de membros inferiores. Hemograma evidenciou eosinófilos com contagem de 385/mm³. Com esses achados é possível diagnosticar a causa da dispnéia do Sr Genesio. Qual seria sua estratégia terapêutica para tratar esse quadro?
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