AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Em relação à doença pulmonar obstrutiva crônica, analise as assertivas a seguir:I. O diagnóstico funcional de obstrução ao fluxo aéreo se baseia na relação entre volume expiratório forçado no primeiro segundo e capacidade vital forçada (VEF1 e CVF, respectivamente), considerando-se anormal um valor inferior a 80%.II. A dosagem do nível sérico de alfa-1-antitripsina deve ser considerada para casos de enfisema pulmonar panlobular com predomínio basal de início precoce (antes da 4ª década), especialmente em não fumantes.III. A teofilina é eficaz na redução de dispneia em estudos clínicos randomizados, mas o risco de toxicidade e a necessidade de monitorização do nível sérico limitam sua utilidade clínica.Quais estão corretas?
Diagnóstico funcional DPOC: VEF1/CVF < 0.70 pós-broncodilatador. Alfa-1-antitripsina: enfisema basal precoce.
O diagnóstico funcional de DPOC é feito pela espirometria com VEF1/CVF < 0.70 pós-broncodilatador. A deficiência de alfa-1-antitripsina deve ser investigada em casos específicos de enfisema, e a teofilina, embora eficaz para dispneia, tem uso limitado pela toxicidade.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade globalmente, sendo o tabagismo o principal fator de risco. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico funcional da DPOC é estabelecido por meio da espirometria, que deve ser realizada após a administração de um broncodilatador para confirmar a irreversibilidade da obstrução. O critério diagnóstico para obstrução ao fluxo aéreo é uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0.70. É importante diferenciar este critério do valor de 80% do previsto, que é usado para classificar a gravidade da obstrução, mas não para o diagnóstico inicial. A deficiência de alfa-1-antitripsina é uma causa genética rara de enfisema, que deve ser investigada em pacientes jovens, não fumantes ou com enfisema de predomínio basal. O tratamento da DPOC envolve broncodilatadores (beta-2 agonistas e anticolinérgicos), corticosteroides inalatórios em casos selecionados, reabilitação pulmonar e oxigenoterapia. A teofilina, um broncodilatador mais antigo, tem sido utilizada para reduzir a dispneia, mas seu uso é limitado devido ao seu estreito índice terapêutico e ao risco de toxicidade, que exige monitorização cuidadosa dos níveis séricos. Residentes devem estar atualizados com as diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) para o manejo da DPOC, que enfatizam a estratificação de risco e a terapia individualizada.
O principal critério espirométrico para o diagnóstico de DPOC é a presença de obstrução persistente ao fluxo aéreo, definida por uma relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e a capacidade vital forçada (CVF) inferior a 0.70 (VEF1/CVF < 0.70) após a administração de um broncodilatador.
A dosagem de alfa-1-antitripsina é recomendada para pacientes com enfisema pulmonar de início precoce (antes dos 45 anos), enfisema com predomínio basal, enfisema em não fumantes, ou naqueles com história familiar de deficiência de alfa-1-antitripsina, independentemente da idade ou histórico de tabagismo.
A teofilina, embora possa melhorar a dispneia e a função pulmonar em alguns pacientes com DPOC, possui um estreito índice terapêutico. Isso significa que a dose eficaz é muito próxima da dose tóxica, exigindo monitorização frequente dos níveis séricos e aumentando o risco de efeitos adversos graves, como arritmias cardíacas e convulsões.
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