Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
O seu José Ribamar é um trabalhador da construção civil de 52 anos, casado, morador do Bairro Sobral. Ele procura atendimento em UBS próxima de sua casa para uma consulta não agendada em virtude de uma tosse produtiva que vem lhe incomodando há mais de dois meses. Atualmente, essa tosse se acompanha de um chiado no peito ocasional, além de um cansaço que ele nunca antes teve. Na verdade, ele procurou a unidade muito mais por causa do cansaço que tem prejudicado seu trabalho do que por causa da tosse, com a qual ele já aprendeu a conviver. Ele relata que fuma desde dos 17 anos, que bebe só nos finais de semana e que não tem história na família de doença grave. Qual dado clínico relatado acima faz pensar em Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)? E qual seria o exame complementar para ser solicitado para abordagem da DPOC?
DPOC = Tosse crônica + tabagismo + dispneia → Diagnóstico por espirometria.
A DPOC deve ser fortemente suspeitada em pacientes com histórico de tabagismo prolongado que apresentam sintomas respiratórios crônicos como tosse produtiva e dispneia. A espirometria é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, avaliando a limitação do fluxo aéreo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória progressiva e prevenível, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É uma das principais causas de morbimortalidade global, e o tabagismo é o fator de risco mais importante, responsável por cerca de 80-90% dos casos. O diagnóstico da DPOC deve ser suspeitado em qualquer paciente com histórico de exposição a fatores de risco (principalmente tabagismo) que apresente sintomas respiratórios crônicos, como tosse (geralmente produtiva), dispneia (cansaço) e chiado no peito. A tosse crônica em um tabagista é um sinal de alerta crucial. A confirmação diagnóstica e a avaliação da gravidade da DPOC são realizadas por meio da espirometria, que demonstra uma relação VEF1/CVF (volume expiratório forçado no primeiro segundo / capacidade vital forçada) menor que 0,70 após a administração de broncodilatador. Outros exames, como radiografia de tórax, podem ser úteis para excluir outras condições, mas não são diagnósticos para DPOC.
Os principais sintomas da DPOC incluem tosse crônica (geralmente produtiva), dispneia progressiva (cansaço) e, por vezes, chiado no peito, especialmente em fumantes ou ex-fumantes.
O exame padrão-ouro para o diagnóstico e avaliação da DPOC é a espirometria, que mede a capacidade pulmonar e a limitação do fluxo aéreo, caracterizada por VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador.
O tabagismo é o principal fator de risco porque a inalação crônica de substâncias tóxicas do cigarro causa inflamação e danos irreversíveis às vias aéreas e ao parênquima pulmonar, levando à obstrução do fluxo aéreo.
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