IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresenta dispneia e sibilância ao esforço. Qual é o tratamento de escolha para manejo sintomático?
DPOC com dispneia/sibilância → Broncodilatadores de longa ação (LABA/LAMA) são tratamento de escolha.
Para o manejo sintomático da DPOC, especialmente dispneia e sibilância, os broncodilatadores de longa ação (LABA e/ou LAMA) são a pedra angular do tratamento. Eles promovem broncodilatação sustentada, melhorando a função pulmonar e a qualidade de vida.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação do fluxo aéreo persistente, geralmente causada pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. É uma das principais causas de morbimortalidade global, e seu manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir as exacerbações. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas e parênquima pulmonar, levando a bronquiolite obstrutiva e enfisema. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra um VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador. A dispneia e a sibilância são sintomas cardinais, e a avaliação da gravidade e do impacto dos sintomas guia a escolha terapêutica. O tratamento de escolha para o manejo sintomático da DPOC são os broncodilatadores de longa ação (LABA e/ou LAMA), que relaxam a musculatura lisa das vias aéreas e melhoram o fluxo. Corticoides inalatórios podem ser adicionados em pacientes com exacerbações frequentes ou eosinofilia. Oxigenoterapia é para hipoxemia grave, e antibióticos para exacerbações infecciosas. Para residentes, a compreensão da estratificação de risco e das opções terapêuticas é fundamental para otimizar o cuidado do paciente com DPOC.
Os broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) são fundamentais no tratamento da DPOC porque promovem uma broncodilatação sustentada, reduzindo a dispneia, melhorando a tolerância ao exercício e diminuindo a frequência de exacerbações.
A oxigenoterapia contínua é indicada para pacientes com DPOC que apresentam hipoxemia crônica grave (PaO2 < 55 mmHg ou saturação < 88%) em repouso, mesmo após otimização do tratamento broncodilatador, visando melhorar a sobrevida.
Corticoides orais são geralmente reservados para o tratamento de exacerbações agudas da DPOC. O uso crônico de corticoides orais não é recomendado devido aos efeitos adversos significativos e à falta de benefício consistente na DPOC estável.
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