PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
O melhor preditor do risco de exacerbação de um paciente com DPOC é:
Melhor preditor de exacerbação DPOC = história de exacerbação no ano anterior.
A história de exacerbações prévias é o preditor mais forte de futuras exacerbações em pacientes com DPOC. Pacientes com uma ou mais exacerbações no ano anterior têm um risco significativamente maior de novas crises.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, frequentemente causada pela exposição a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. As exacerbações agudas são eventos críticos que impactam negativamente a qualidade de vida, aceleram o declínio da função pulmonar e aumentam a morbimortalidade. A identificação dos pacientes com maior risco de exacerbações é fundamental para otimizar o tratamento e implementar estratégias preventivas. Dentre os diversos fatores avaliados, a ocorrência de uma ou mais exacerbações no ano anterior é reconhecida como o preditor mais robusto e independente de futuras exacerbações. Isso é enfatizado nas diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease). Compreender esse preditor permite aos médicos estratificar o risco dos pacientes e ajustar a terapia farmacológica, como a introdução de broncodilatadores de longa ação (LABA/LAMA) ou corticosteroides inalatórios (ICS) em combinação, para reduzir a frequência e a gravidade das exacerbações. Além disso, a reabilitação pulmonar e a cessação do tabagismo são intervenções cruciais para todos os pacientes com DPOC.
O principal fator é a história de exacerbações prévias. Outros incluem tabagismo ativo, comorbidades (doença cardíaca, refluxo), e gravidade da obstrução do fluxo aéreo.
Pacientes com histórico de exacerbações são classificados em grupos de maior risco (GOLD C ou D) e geralmente se beneficiam de terapias inalatórias mais intensivas, como LABA/LAMA ou LABA/ICS, para reduzir o risco de futuras exacerbações.
O VEF1 é um indicador da gravidade da obstrução do fluxo aéreo e está correlacionado com o risco de exacerbações, mas a história de exacerbações prévias é um preditor mais forte e independente.
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