SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Paciente do sexo masculino, 74 anos de idade, ex-tabagista (60 maços/ano) parou há 3 anos. Alega que há 2 anos vem apresentando dispneia progressiva até a pequenos esforços mMRC 3, associado com tosse seca recorrentes. Nega internações recentes ou uso de antibióticos. O RX tórax apresenta os seguintes resultados: aumento do diâmetro antero posterior, retificação de hemicúpulas, sem consolidações ou outras alterações. Espirometria após broncodilatador, com VEF1/CVF 60%, VEF1 53% previsto, CVF 88% previsto.Qual é o diagnóstico desse paciente?
DPOC: ex-tabagista + dispneia progressiva + VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador.
O diagnóstico de DPOC é fortemente sugerido em um paciente idoso, ex-tabagista com história de dispneia progressiva e tosse, e confirmado pela espirometria que mostra obstrução persistente ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,7) após broncodilatador. O RX de tórax pode mostrar sinais de hiperinsuflação.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que é geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do pulmão a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. É uma das principais causas de morbimortalidade global. O diagnóstico de DPOC é clínico e funcional. A suspeita surge em pacientes com histórico de tabagismo ou exposição a fatores de risco, que apresentam dispneia progressiva, tosse crônica e produção de escarro. A espirometria pós-broncodilatador é essencial para confirmar o diagnóstico, demonstrando uma relação VEF1/CVF < 0,7 (ou abaixo do limite inferior da normalidade), indicando obstrução não totalmente reversível. O RX de tórax pode mostrar sinais de hiperinsuflação, como retificação dos diafragmas e aumento do espaço retroesternal. O tratamento da DPOC visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e a gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. Inclui cessação do tabagismo, broncodilatadores (beta-2 agonistas e anticolinérgicos de longa ação), corticosteroides inalatórios em casos selecionados e reabilitação pulmonar. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais e sintomas precoces e a importância da espirometria para um diagnóstico e manejo adequados.
O critério principal é a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,7 (ou abaixo do limite inferior da normalidade), indicando obstrução persistente ao fluxo aéreo.
O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC, e um histórico significativo (como 60 maços/ano) é um forte indicativo da doença em pacientes com sintomas respiratórios compatíveis.
A escala mMRC (Modified Medical Research Council) quantifica a gravidade da dispneia, auxiliando na classificação da doença e na avaliação do impacto dos sintomas na qualidade de vida do paciente.
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