DPOC: Diagnóstico Essencial com Espirometria e Critérios GOLD

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é importante causa de morbidade e mortalidade no mundo. Assinale a alternativa CORRETA para diagnóstico da DPOC

Alternativas

  1. A) a espirometria não é necessária para confirmação diagnóstica em pacientes muito sintomáticos e com exposição acima de 30 maços/ano de consumo de tabaco;
  2. B) o diagnóstico da DPOC é confirmado pela clínica de dispneia, tosse e expectoração que ocorre periodicamente em indivíduos com mais de 40 anos de idade;
  3. C) o baixo peso ao nascimento e ocorrência de infecções pulmonares de repetição na infância não devem ser considerados como fatores de risco;
  4. D) na presença de suspeita clínica de DPOC a espirometria mostrando a correlação VEF1/CVF pós-BD menor que 0,70 confirma o diagnóstico da doença.

Pérola Clínica

Diagnóstico DPOC = Suspeita clínica + Espirometria (VEF1/CVF pós-BD < 0,70).

Resumo-Chave

O diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) exige a confirmação espirométrica de obstrução persistente ao fluxo aéreo, caracterizada por uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,70, mesmo na presença de forte suspeita clínica.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, que é geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do pulmão a partículas ou gases nocivos. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com o tabagismo sendo o fator de risco mais significativo. O diagnóstico da DPOC é fundamentalmente clínico-funcional. Embora a suspeita clínica seja levantada por sintomas como dispneia, tosse crônica e expectoração, especialmente em indivíduos com histórico de exposição a fatores de risco (como tabagismo > 40 anos), a confirmação diagnóstica é *exclusivamente* feita pela espirometria. A espirometria deve demonstrar uma relação VEF1/CVF (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo / Capacidade Vital Forçada) pós-broncodilatador menor que 0,70. O manejo da DPOC envolve cessação do tabagismo, terapia broncodilatadora, reabilitação pulmonar, vacinação e, em casos avançados, oxigenoterapia e cirurgia. O prognóstico da DPOC é variável, mas a detecção precoce e o manejo adequado podem retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. Para residentes, é crucial dominar a interpretação da espirometria e os critérios diagnósticos para garantir um manejo eficaz e oportuno.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da espirometria no diagnóstico da DPOC?

A espirometria é o exame padrão-ouro para o diagnóstico da DPOC, sendo indispensável para confirmar a obstrução persistente ao fluxo aéreo, mesmo em pacientes com sintomas e fatores de risco.

O que significa a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,70?

Uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,70 indica que o volume expiratório forçado no primeiro segundo é desproporcionalmente baixo em relação à capacidade vital forçada, confirmando a obstrução irreversível característica da DPOC.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da DPOC?

O principal fator de risco é o tabagismo. Outros incluem exposição à fumaça de biomassa, poluição do ar, exposições ocupacionais, baixo peso ao nascimento e infecções respiratórias de repetição na infância.

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