IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
O paciente M.J.S, sexo masculino, 72 anos, com história de enfisema pulmonar crônico estável e saturação de oxigênio em repouso de 85%. Considerando as terapias abaixo, assinale aquela que apresenta mais benefícios para o paciente mencionado.
DPOC com hipoxemia crônica (SatO2 < 88-90%) → Oxigenoterapia domiciliar contínua (≥15h/dia) aumenta sobrevida.
Pacientes com DPOC e hipoxemia crônica (saturação de oxigênio em repouso ≤ 88% ou ≤ 90% com sinais de cor pulmonale/policitemia) se beneficiam significativamente da oxigenoterapia suplementar contínua (pelo menos 15 horas por dia), que comprovadamente aumenta a sobrevida.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), frequentemente associada ao enfisema pulmonar, é uma das principais causas de morbimortalidade global. Em pacientes com DPOC avançada, a hipoxemia crônica é uma complicação comum que impacta significativamente a qualidade de vida e a sobrevida. A oxigenoterapia domiciliar prolongada é uma intervenção comprovadamente eficaz para esses pacientes. A fisiopatologia da hipoxemia na DPOC envolve a destruição alveolar e o remodelamento das vias aéreas, levando a distúrbios de ventilação-perfusão. O diagnóstico de hipoxemia crônica é feito pela gasometria arterial ou oximetria de pulso em repouso. A oxigenoterapia suplementar visa corrigir essa hipoxemia, reduzindo a sobrecarga cardíaca e pulmonar e melhorando a função de órgãos vitais. A terapia com oxigênio deve ser contínua, por pelo menos 15 horas ao dia, para obter os benefícios máximos, incluindo o aumento da sobrevida. Outras terapias para DPOC, como broncodilatadores (tiotrópio, albuterol) e corticosteroides, são importantes para o controle dos sintomas e exacerbações, mas a oxigenoterapia é a única que comprovadamente aumenta a sobrevida em pacientes hipoxêmicos crônicos. O prognóstico é melhorado com a adesão rigorosa ao tratamento.
A oxigenoterapia é indicada para pacientes com DPOC que apresentam PaO2 ≤ 55 mmHg ou SatO2 ≤ 88% em ar ambiente, ou PaO2 entre 56-59 mmHg ou SatO2 ≤ 89% com evidência de cor pulmonale ou policitemia.
Estudos demonstraram que a oxigenoterapia contínua por pelo menos 15 horas por dia melhora a sobrevida, reduz a hipertensão pulmonar e melhora a qualidade de vida em pacientes com hipoxemia crônica, ao contrário do uso intermitente.
Os riscos incluem ressecamento das vias aéreas, irritação nasal, e em casos raros, depressão respiratória se o oxigênio for administrado em fluxos muito altos em pacientes com retenção crônica de CO2, embora isso seja menos comum com as diretrizes atuais.
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