MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 65 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 50 maços/ano), apresenta-se com dispneia progressiva aos esforços e tosse produtiva crônica. Ao exame físico, nota-se tórax em barril e tempo expiratório prolongado. A espirometria revela uma relação VEF1/CVF de 0,55 (valor de referência > 0,70) e uma Capacidade Pulmonar Total (CPT) acima do limite superior da normalidade. Com base no padrão fisiopatológico apresentado, qual alteração na mecânica pulmonar é a principal responsável pela dificuldade de esvaziamento observada neste paciente?
VEF1/CVF baixo = Obstrutivo (Ex: DPOC, Asma). VEF1/CVF normal ou alto com CVF baixa = Restritivo (Ex: Fibrose, Obesidade).
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) engloba um espectro que varia da bronquite crônica ao enfisema. No enfisema, a agressão crônica (geralmente pelo tabaco) causa um desequilíbrio entre proteases e antiproteases, levando à destruição do parênquima pulmonar e dos septos alveolares. Clinicamente, essa destruição resulta em duas falhas mecânicas críticas: a redução da força elástica que expele o ar e a perda da sustentação das pequenas vias aéreas (bronquíolos). Sem essa sustentação, as vias aéreas fecham-se antes que o ar seja totalmente expelido, gerando o aprisionamento aéreo. Isso se manifesta no exame físico como tórax em barril e, na espirometria, como aumento do Volume Residual (VR) e da Capacidade Pulmonar Total (CPT). O diagnóstico baseia-se na história clínica de exposição a fatores de risco associada a sintomas respiratórios e confirmada pela espirometria. O tratamento foca na cessação do tabagismo, broncodilatadores de longa ação e reabilitação, visando reduzir a hiperinsuflação e melhorar a mecânica respiratória do paciente.
Porque a perda de elasticidade torna o pulmão mais complacente ('frouxo'), permitindo que ele se expanda além do normal, embora de forma ineficiente.
Complacência é a facilidade de distensão (o quanto estica); elasticidade (recolhimento) é a capacidade de voltar ao tamanho original.
É o aumento do diâmetro anteroposterior do tórax devido à hiperinsuflação crônica e aprisionamento de ar.
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