IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Paciente retorna à consulta de rotina com a radiografia de tórax realizada há 2 semanas, mostrada a seguir. Considerando o quadro radiológico e a hipótese diagnóstica mais provável, o paciente deve apresentar a seguinte descrição clínica:
Radiografia tórax com hiperinsuflação + dispneia progressiva, tosse crônica, expectoração → Sugere DPOC.
A descrição clínica de dispneia progressiva, tosse crônica com expectoração matinal e fadiga é altamente sugestiva de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A radiografia de tórax em pacientes com DPOC, especialmente com enfisema, pode mostrar sinais de hiperinsuflação pulmonar, como diafragmas retificados e aumento do espaço retroesternal.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória comum, prevenível e tratável, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo que é progressiva e associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do parênquima pulmonar a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo a principal causa. A compreensão da sua apresentação clínica e radiográfica é fundamental para o residente. Clinicamente, a DPOC manifesta-se por dispneia progressiva, tosse crônica com expectoração (especialmente matinal) e fadiga. Esses sintomas se desenvolvem insidiosamente ao longo de anos. A radiografia de tórax, embora não seja diagnóstica, pode fornecer pistas importantes, como sinais de hiperinsuflação pulmonar (diafragmas retificados, aumento do espaço retroesternal, aumento da transparência dos campos pulmonares), que são mais proeminentes no enfisema. O diagnóstico é confirmado pela espirometria. O tratamento visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício. O residente deve estar apto a correlacionar os achados clínicos e radiográficos para levantar a hipótese diagnóstica e solicitar os exames complementares adequados.
Os principais sintomas da DPOC incluem dispneia progressiva, tosse crônica com expectoração (especialmente matinal), sibilância e sensação de aperto no peito, que pioram ao longo do tempo.
A radiografia de tórax em pacientes com DPOC pode revelar sinais de hiperinsuflação pulmonar, como diafragmas retificados, aumento do espaço retroesternal, aumento da transparência dos campos pulmonares e coração em gota.
O diagnóstico definitivo da DPOC é feito pela espirometria, que demonstra um padrão obstrutivo não totalmente reversível (relação VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador).
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