UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Paciente masculino, 65 anos, chega para consulta de retorno. Queixa-se de dispneia progressiva nos últimos 5 anos, com piora nos últimos 3 meses, após quadro de pneumonia, foi atendido no pronto-socorro e fez tratamento com antibióticos, mas não se lembra de quais. Refere, ainda, tosse com secreção esbranquiçada, que piora ao longo do dia e dificuldade para fazer exercícios, precisando parar várias vezes para respirar quando caminha cerca de 100 metros. Faz uso de medicação para tratamento de hipertensão arterial. Nega alergias. Tabagista desde os 30 anos, cerca de 20 cigarros ao dia. Irmã tinha bronquite na infância. Traz os seguintes exames:Radiografia de tórax sem alterações. Hemograma Hb 14 ht 48 leucitos 8600 eosinófilos < 100cel/mcl. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Tabagista + dispneia/tosse crônica → suspeitar DPOC. Diagnóstico por espirometria.
O caso descreve um paciente tabagista com sintomas crônicos respiratórios, altamente sugestivo de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A classificação GOLD para DPOC é baseada na espirometria e na gravidade dos sintomas, guiando o tratamento com broncodilatadores.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. O tabagismo é o principal fator de risco, sendo responsável por cerca de 80-90% dos casos. O diagnóstico da DPOC é clínico e funcional. A história de tabagismo intenso e sintomas como dispneia progressiva, tosse crônica com expectoração e sibilância são altamente sugestivos. A confirmação é feita pela espirometria, que revela um padrão obstrutivo não totalmente reversível (relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70). A radiografia de tórax é útil para excluir outras condições, mas pode ser normal em fases iniciais. O tratamento da DPOC é guiado pela classificação GOLD, que considera o grau de obstrução (VEF1) e a frequência/gravidade dos sintomas e exacerbações. Para pacientes com sintomas leves a moderados (GOLD 2), o tratamento inicial geralmente envolve broncodilatadores de ação prolongada (LABA ou LAMA) para aliviar a dispneia e melhorar a tolerância ao exercício. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante para modificar o curso da doença.
O principal fator de risco é o tabagismo, mas a exposição a fumaça de biomassa, poluição do ar e poeiras ocupacionais também contribuem.
O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria, que mostra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70. A história clínica de exposição a fatores de risco e sintomas crônicos é fundamental.
A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) estratifica a gravidade da DPOC com base no VEF1 pós-broncodilatador e na frequência de exacerbações/sintomas, orientando o tratamento farmacológico e não farmacológico.
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